Dumbledore me ensinou a nunca ter pena dos mortos, mas dos vivos.
Mas, o que acontece quando você não deixa os mortos irem?
Ou quando você vive num paradoxo?
"Você não tem motivos para estar assim."
É, eu não tenho.
Mas não sou um ser racional para ter motivos plausíveis.
Vivo num paradoxo constante
de querer me livrar do meu drama
quando isso machuca ou preocupa demais alguém
e, ao mesmo tempo, não conseguir.
Porque é meu,
Porque sou eu:
A pessoa mais impulsiva e ignorante que conheço.
A rastejante que quer atenção, mas se fecha quando tem atenção demais.
O que eu quero?
Quero me resolver e parar de chorar.
Sentir menos de mim.
Quero agir e não só por impulso.
Mas esses são desejos de quem?
Sigo ferida e machucada sem saber o que ou quem me feriu.
Não quero falar disso, mas quero que passe logo,
porque eu ainda desejo ser feliz.
Ana Luiza Pereira
Texto escrito em algum momento do ano passado.