Tudo que penso gira em torno de mim mesmo. Tenho que reavaliar minhas ações e omissões perante meus iguais, talvez nem seja assim tão ruim. Quando estou sozinho no silêncio da noite, escuto o som do mar e vejo o brilho das estrelas iluminar minha solidão. Sinto que o sol aquece meu corpo, sinto a luz me atraindo. Será que existo ou sou uma reflexão de um pensamento de alguém?
Girando em torno do mundo, o mundo girando em torno de mim. Meus pensamentos parecem um tornado de idéias inconsequentes que refratam a ideologia de uma vida sem vida.
Faço-me todo dia, todo dia tento reinventar-me, mas, indignamente, tenho que sobreviver a tais atitudes ínfimas de uma vida sobrepujada de rejeitos e aflições. Será que sempre estarei acostumado com esse ser que esconde-se dentro do meu subconsciente e que sempre está lá para me julgar e me fazer parecer ridículo?
Por que sempre tenho que terminar o que os outros não começam?
Tudo que faço é algo que não vale a pena?
Nem sempre a escuridão chega quando o sol se põe.
Nem sempre o silêncio aparece quando não há som
Nem sempre há solidão chega quando se está sozinho.
É essa loucura que toma conta de mim.
É essa insanidade que está dentro de mim.
É essa insensatez que vive dentro de mim.
Tudo que faço não é suficiente para idealizar uma realidade verdadeira que nos traz a tona todos nossos sentimentos verdadeiros.
Será sempre uma ideologia fraca atrás de luzes fortes
Quando o sol se põe, tudo está acabado.
Quando o sol se põe, a loucura começa.
Quando o sol se põe, não há.
Antonio Machado Neto