Nada se compara quando temos um grande amigo, não é mesmo? Poder contar com ele nos grandes momentos, sejam eles bons ou maus. Nada se compara em conseguir colocar para fora o que te sufoca, tudo o que sente em lágrimas e palavras... Nada se compara à sensação de compartilhar sua dor.
Por muito tempo tive o papel e a caneta como amigas íntimas nos meus piores dias, e nos meus melhores também. Nem sempre tinha coragem de expor a fraqueza que minhas lágrimas significavam a alguém, até mesmo meus melhores amigos. Chorava baixinho no canto do quarto enquanto desbravava a grandeza da minha miséria.
A tecnologia chegou e troquei o simples papel e caneta pela tela de um computador e um teclado. A sensação continua a mesma. Desbravar a grandeza do ser e da dor ainda é importante para mim. Compartilho, hoje, um pouco e mim em cada texto que publico ou que compartilho, mesmo quando não sou eu que os escrevo.
Por que estou escrevendo o óbvio? Não sei. Queria compartilhar mais uma vez como é satisfatório para mim sentar e escrever o que me vem à cabeça. E mais satisfatório ainda quando leem, e mais ainda quando se identificam, pois significa que não estou só e que juntos somos mais fortes do que qualquer dor que nos abale.
Ana Luiza Pereira