Quando eu desisti da minha vida, Deus não desistiu de mim. Em tempos de crise, sejam internas ou externas, pensar no sentido da vida a partir da dor e do pesar que sentimos é normal.
Li numa carta apostólica: “não é que a vida tenha uma missão, mas a vida é uma missão” (Xavier Zubiri). Combater um bom combate (cf. 2Tm 4, 7) não é somente na perseguição, mas também quando não se tem mais esperança, quando estamos envoltos em trevas e dor.
Deus nos dá uma vida, uma missão a partir do seu nome Santo e quando desistimos de nossa vida, Deus não desiste de nós. Pense: quantas crises passamos em nossa vida? Por mais que nos afastemos de Sua Presença Onipotente e Onipresente, Ele se mantém do nosso lado.
Quantas vezes eu desisti? E Deus me deu chances tão incontáveis quanto as estrelas do céu, para estar do Seu lado, andar o caminho que Ele preparou e sentir o Seu Nome em minha anima (alma, em latim).
Este tempo de pandemia, difícil por estarmos isolados e teoricamente sós, mas até nesta dificuldade Deus nos dá a oportunidade para estarmos diante d’Ele, de contemplar o seu carinho por nós e de sermos uma Igreja unida em oração, pois há uma diversidade de membros, mas um só é o corpo (cf. 1Cor 12, 12-14).
Sede vigilantes, é isto que Jesus nos pede quando tudo está em trevas: orai e vigiai para não cairdes em tentação (cf. Mt 26, 41; Mc 14, 38; Lc 22,40). E, para aqueles que estão perdendo as esperanças, Deus é contigo - lembre-se disto! Estarei em oração por vocês. Por favor, rezem também por mim.
Ana Luiza Pereira