Feeling Loneliness


Sometimes, I just feel your company here
But, when I see, you're not here.
I'm alone, as always...

You are so far!
But where?
I want to find you, find the happiness
I want find your love

I feel love,
Love for you. 
But I'm afraid...
Do you feel the same feelings that me?
Do you stay with me?
Forever?

Bye fear
I miss you enough to know when I stay with my loneliness forever.
I know my feelings
And I know you
You don't love me
And you won't stay with me

I'll be here,
Forever.
With my friend...
My true friend; loneliness

Ana Luiza Pereira

Poeira no vento


Uma chuva fina batia na janela quebrada e embaçada do sobrado.

Triste tarde de julho...

A janela embaçada era nada mais do que o seu coração. Seus olhos verdes se debulhavam nas tristes e sentidas lágrimas e, assim, desfazia-se das bolsas de noites a fio.

Sua feição amargurada não combinava com o seu antigo jeito meigo de ser.

Silêncio.

As palavras estacionavam-se entre seus lábios mordidos, as lágrimas não cessavam e os suspiros não paravam, mesmo com a respiração calma e lenta.

Lembranças vinham como a poeira no vento em vastos campos dourados de trigo.

Trigo... Era essa cor que tonalizava suas lembranças.

A poeira das lembranças definhavam seus sonhos e planos que um dia fizera.

Correu... pelo vasto campo de trigo molhado. A saia de seu vestido se ensopava com o roçar na plantação, a terra molhada enlameava seus sapatos brancos... O vento gélido como a morte batia e ecoava seus passos rápidos e largos.

Ali; uma terra remexida, molhada pela chuva, e perto do velho orvalho.

Ela se jogara ali, fitando mais uma vez o retalho de sua lembrança marcada definitivamente em forma de coração naquele velho orvalho... E foi logo ali que dissera a primeira palavra em meses.

"Adeus", disse. "Adeus meu querido Joseph."

Ana Luiza Pereira

Carta aos visitantes



Senhores visitantes,

Venho aqui dizer-lhes que uma nova terra foi descoberta. Uma terra paradisíaca; gramíneas extensas e árvores frutíferas: uma mistura do interior dos países de nossos antepassados europeus.
Um Jardim do Éden da nossa nova terra.
Animais meio adestrados, meio selvagens. Animais que perambulam pelos brados verdes campos desta terra inovadora. Animais com donos. Donos que moram em barracos embora bonitos caindo aos pedaços vivendo, primitivos, em estradas de terras batidas.
Uma terra magnífica, de sonhos que virarão realidade. Sonhos comuns de gente comum. De gente como a gente, porém sem muitas oportunidades. Seu sonho: educação.
E esta bandeira foi fincada entre as gramíneas molhadas pelo orvalho, em meio às madrugadas frias e de garoa desta terra.
A princípio, o sonho de educação à juventude era para poucos. Um grupo reservado escolhido de renda alta; um grupo de garotas. Garotas treinadas para serem perfeitas esposas; submissas e prestativas.
Após algum tempo, uma mudança grandiosa na educação acontecera. Um colégio. Mais um colégio federativo, mas o primeiro desta terra. Uma verdadeira evolução à educação juvenil dali. Um colégio dependente da universidade mais cobiçada da época: a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Um colégio para todos: homens e mulheres, ricos e pobres, mas que tenham uma inteligência capaz de passar por um processo seletivo.
Mas, CTUR (Colégio Técnico da Universidade Rural) parece um sonho...
Liberdade, paraíso, educação – sinônimos para um colégio. Sinônimos de CTUR.

Esperamos vocês aqui.
Ansiosamente,



“CTURianos”




Trabalho de literatura para a 5ª Semana Acadêmica do CTUR (08/2010) - homenagem pelos seus 60 anos de fundação - feito por: ANA LUIZA PEREIRA.
Fotos: a frente do CTUR (tirado por Ana Luiza) e Ana Luiza Pereira no CTUR.

Idolatria


Pessoas que admiro, ídolos... Para os outros tanto faz! Não existe diferença nisso. Mas eles esquecem que a idolatria geralmente parte de nossa ignorância, enquanto a admiração parte de nosso respeito.

Ana Luiza Pereira


Psicopata


ÓDIO.

Uma profunda cicatriz entre as entranhas de meu ser...

CALOS.

Um corpo calejado e cicatrizado que perambula pelas noites híbridas de sentimentos.

RAIVA. INTOLERÂNCIA.

Uma palavra e minha visão se turvou. Não via nada além de seu pescoço e minhas unhas em formas de garras letais implorando pelo o vermelho de seu sangue.

Eu ouvia meu coração pular e minhas veias saltarem. Meu corpo tremia dançando com o mais profundo ÓDIO de meu ser, observando a Morte se aproximar e pedir minha vítima para dançar.

Comecei a rosnar baixinho enquanto, na tentativa falha, respirava lentamente.

OUSADIA.

Ousou minha paciência o bastante para que eu visse tudo no tom de vermelho.

Eu farejo o medo.

E eu queria dançar com a sinfonia de seus gritos.

Ana Luiza Pereira