Ouça o que eu digo:
Este século vive um grande mal.
Qual mal?
Um mal à espreita.
Os maiores males de um século vivem dentro daqueles que constroem a história do mesmo.
O mal não tem forma, face, lugar, cor, religião...
O mal só existe,
resiste,
insiste...
Ouça o que eu digo:
O bem é mais difícil de se encontrar.
Para que exista o bem,
necessita-se de sua face reversa,
contrária,
contraditória.
O bem não tem moradia, pois é andarilho.
Ora, se o mal mora em nós, o que o bem é além de revolução?
Ouça o que eu digo:
Estender a mão é mais difícil que apontar o dedo.
Qualquer ato de bondade é revolucionário,
pois o mundo vive um grande mal.
Ouça o que eu digo:
O maior mal do mundo não é a tecnologia,
mas quem a usa.
Não é a religião,
mas quem a prega.
Não é o poder ou o dinheiro,
mas quem usurpa.
O maior mal do mundo é o ser humano,
ser nojento,
repulsivo,
doentio e doente.
Ser que se julga consciente, mas não usa a consciência,
não ajuda o mundo, o outro e nem a si próprio.
O mundo corre perigo com esse "mal do século"
e não há muito o que se fazer,
pois a doença se espalhou rápido demais.
Ouça o que eu digo.
Ana Luiza Pereira