Tentando me achar

Não sei o que quero
Mas tudo me afeta
Choro com músicas tristes
Finjo que estou andando em linha reta
Mesmo com as mentiras da sociedade que enterro

Na confusão estou
Confusão que desconheço
O que há comigo? Para onde vou?
Mas estacionária permaneço

No emaranhado de palavras me acho
Nas metáforas me explico
Será eu um capacho?
Destino, deixe-me escolher, eu te suplico

Eu sei que sou exploradora
Desvendo mistérios incomuns
Mistérios das máscaras e da tortura
Que tem e sofre cada um

Exploradora de mim
Visionária do intrínseco
Analiso outros para entender a mim
E resolver um problema importantíssimo

Ana Luiza Pereira

Festa do silêncio

Momento de festa e alegria
E eu aqui, mais uma vez
Mesmo eu cheia de euforia
Mas hoje meu grito não tem vez

Quero brincar e sacanear
Mas com quem que eu vou zuar?
Esses amigos não são meus...

Sinto uma hostilidade passando
Esse não é o meu lugar, essa não é a minha turma
Embora eu quisesse ficar
Sinto que não sou bem recebida

Hora dos parabéns,
E eu trancada num canto
Com meus olhos fechados
Tento fazer que disso um pesadelo
Mas algo dentro de mim quer me humilhar
Me mostrando a realidade:
Ninguém sentira a minha falta naquela festa
Sou mais uma peça descartável

O pior que há alguém que me faz sentir assim
Embora eu acreditando que não queira, eu sinto
E temos laços, laços sanguíneos
Aparências iguais
Mas somos de "naturezas" diferentes!

Sinto-me triste por me sentir assim
Mas o que fazer?
Calo-me durante o partir do bolo
Esperam que entendam que estou aqui
Esperando para ser servida...

Ana Luiza Pereira
Feito dia 8/01/2007.

Analogia mental (Monólogo da mente e da auto confiança)

Uma vez doido
Sempre louco
Não há remédios
Ou pessoas que possam te “curar”
A “cura” é psicológica
Uma vez que a mente adoece
Só a própria mente pode se curar
Com alegrias ou risos
Tristeza e frustrações são doenças
Machuca; eu diria
Uma mente forte as curaria sem represálias
Uma mente fraca definharia até o cair da sua última lágrima de angústia imensurável
O que eu quis dizer com isso?
Que minha mente é forte o bastante para superar tudo
Mas está irreversivelmente fraca e quer me angustiar e definhar-me aos poucos
A boa notícia?
É que não desistirei enquanto houver pessoas precisando de mim
A má notícia?
Não há muito que se fazer com coisas irreversíveis;
Minha mente continuará a me definhar
É este o preço que pago por ser assim e por querer e exigir demais das pessoas a minha volta
Esse é o meu preço, meu KARMA

Nossas mentes são poderosas demais
Em tudo que acreditares sempre será verdade,
Enquanto o que não acreditares desaparecerá como o tempo que se esgota na ampulheta do destino
Você é jovem, sua mente é forte
E, apesar de não confiar em si (o que é o seu maior erro: confiar mais nos outros que em si mesmo), eu sei que és CAPAZ
E é por você não ter auto confiança que eu lhe digo: você nunca chegará a lugar algum assim
E há tantas pessoas que lhe confiam a vida, como EU
Por isso, PENSE bastante e com CUIDADO antes de fazer qualquer coisa...

Ana Luiza Pereira
Texto feito em meados de maio de 2009

Mãe vs. Filho

Filho: Mãe, posso visitar minha amiga na UTI? É que ela está precisando de um coração e é nessa hora que se precisa de amigos.
Mãe: Para quê? Para vê-la morrer? Acho melhor não.
Filho: Desculpe-me mãe, mas eu vou.
Chegando em casa, a mãe viu que seu filho voltou do hospital com os olhos vermelhos de tanto chorar.
Mãe: Satisfeito agora? Viu sua amiga morrer!
Filho: Sim! Mas antes de morrer ela pegou na minha mão e sorriu. Ela morreu sorrindo para mim...
A mãe começou a chorar e percebeu que nunca devemos deixar nossos amigos sozinhos. A nossa maior prova de amor é estando do lado quando mais se precisa.


Ana Luiza Pereira

Pequenas coisas


E um dia vemos
Um lindo pôr-do-sol...

Terias, por fim,
Esperanças em vê-lo de novo?

Até que um dia
Mundo e afins nos envelhecem
Onomatopeias apenas é o que percebemos.

Graças a alguém voltamos
A perceber as pequenas coisas;
Boas lembranças temos,
Risadas...
Internamente percebemos
Esta agitação gostosa, até que vemos
Lentamente o amor.

Ana Luiza Pereira
Esse poema que não diz nada de ninguém, mas se refere a uma única pessoa é dedicado ao Gabriel Porcino pelo os dois meses de namoro.