Um Diário De Uma Alma - Destino


Acordei não sei quanto tempo depois. Estava aos pés dos portões celestes. Era tão... magnânimo. Não possuo palavras para descrever...
- Deixe-me entrar! Eu cumpri com minha missão, eu devia estar aí dentro e não sentada no chão de nuvens de algodão aqui fora. – disse.
- Desculpe-me, Kara querida, mas você havia ter chegado faz 5 horas. – disse São Pedro aparecendo do outro lado da grade de ouro.
- Mas o Kaique chegou ao céu, eu que não pude vir com ele! – retruquei.
- Por que...? – perguntou.
- Porque fui arrastada por demônios para longe. – respondi.
- Não acredito nas suas palavras. – disse São Pedro.
- Então vejas minhas cicatrizes! – falei.
- Vejo você... Mas está igual ao dia que te vi pela última vez.
Olhei-me. “Como seria possível? Até agora pouco, eu estava a sangrar!” – pensei.
- Adeus, Kara. Vejo-te na sua redenção! – disse São Pedro virando-se de costas.
- Espere! – gritei. Mas não adiantou... São Pedro continuou seu caminho e me deixou ali, nos portões do céu, desolada e sozinha.
Fiquei ali parada não sei por quanto tempo...
- Acabou. Fiz de tudo que estava ao meu alcance para terminar assim... Ao menos ele está no paraíso e será feliz sem torturas. – disse, silabando meus pensamentos.
Olhei para o alto dos céus e pedi:
- Senhor, por favor, não me retire de suas memórias. Um dia nos encontraremos, eu sei, mas eu queria tanto que ele se lembrasse de mim, do meu rosto e do que eu fiz... E, por favor, meu Senhor; lembrai-o do quanto eu o amo. – disse enquanto algumas lágrimas silenciosas escorriam de meu rosto. – Agora é a hora da despedida... – disse mirando o vazio atrás das grades do portão. – Não gosto dessa palavra, mas não sei se pisarei por aqui de novo, então... Adeus.
Era tão difícil me despedir... Nunca gostei de despedidas, não dava a devida atenção a elas... Mas me enganava; elas são necessárias. De alguma forma que eu não sei explicar, mas são. Havia uma dor pungente que afligia meu coração, uma dor que eu já estava acostumada quando humana; velha amiga eu diria. Esta dor que apertava meu coração e me sufocava minha respiração já pesada tinha um nome: saudade.
- Não posso enfrentá-la dessa vez... A única coisa que posso fazer hoje é fugir. – silabei meus pensamentos de novo.
Vir-me-ei. Outro precipício me separava do meu destino final: O purgatório.
- Aonde irá, meu anjo? – disse uma voz masculina. Eu a conhecia... Só não me lembrava.
- Ao meu destino... – disse e me joguei ao novo precipício.

Continua...

Ana Luiza Pereira

Um Diário De Uma Alma - Vingança


Olhei para trás assim que a luz de Uriel começou a perder sua intensidade, pude ver Kaique pálido, quase sem cor e vida. Tentei segurá-lo antes que ele caísse no chão de tontura, mas foi em vão. Eu era fraca, tive certeza disso quando não pude acudir meu amor. Então, disse:
- Estamos agora no portão para o céu. Aqui está o final de sua jornada. Minos não atrapalhará em nada no seu caminho. – eu omiti, confesso. Mas faltava pouco para que completássemos a jornada.
- Olá Kara! – disse Uriel se aproximando.
- É bom te ver Uriel... – disse a Uriel enquanto tentava por Kaique nas minhas costas de novo.
- Quer ajuda? – ofereceu-me Uriel.
- Aceito. – disse e ele me ajudou a carregar o corpo desfalecido de Kaique até os portões do céu, cada qual com um braço em volta do pescoço.
- Temos que andar rápido... – disse Uriel apressando os passos.
- Por quê? – perguntei inocente.
- Porque faltam poucas horas para o término do prazo. – respondeu-me.
- O QUÊ? – gritei entrando em desespero.
- Cadê seu relógio? Você deveria saber... – disse.
- Joguei-o a Cerberus nos portões do inferno. – respondi.
- Como? – perguntou ele sem nada entender.
- Longa história... – disse.
- Não há tempo! Acho melhor nos apressarmos...
- É; eu também acho.
Apertamos os nossos passos. O tempo corria contra nós...
- Ali! – disse Uriel me apontando um precipício. – Ali é o fim do purgatório.
- Não me diga... – disse sarcástica.
“Irei cair... é o fim.” – pensei desgostosa.
Mas, então, eu pude apenas sentir alguma coisa pegar firme na minha canela.
“O que está acontecendo?” – me perguntei – “Eu mal cheguei perto do precipício!”
Num piscar de olhos, eu fui puxada, estava gritando desesperada, minhas unhas já cheias de terra falhavam ao tentar me parar.
- Kara!!!!!!!!!! – gritou Uriel.
- Saia daqui Uriel! Leve Kaique com você até o mais alto dos céus, onde estarão seguros. Vejo vocês lá! – disse, mas não havia esperança alguma em meus olhos e em minha voz, e Uriel deve ter percebido isto.
- Mas, Kara,... – tentava retrucar, mas eu o cortei:
- Vá! Por favor! É a última coisa que lhe peço; salve meu amor assim como salvaste a mim. – disse.
E ele foi. Enquanto eu, ainda estava sendo puxada e levada a algum lugar que eu ainda não sabia qual.
Fechei os olhos. A ideia do pesadelo parecia ótima naquela hora.
Parei. Será que tudo terminou? Abri os olhos. Nada vi além do “céu” nublado do purgatório.
“Ainda estou aqui... Isto não é um mero pesadelo.” – pensei e levantei. “O perigo já deve ter ido embora.” – pensei, mas estava errada.
Assim que levantei meus olhos, eles puderam focalizá-la: Azui estava ali com um chicote na mão e um sorriso sarcástico.
Ela me esbofeteou e disse:
- Pagarás por tudo que fizeras a mim, traidora. – disse.
Pude, então, me ver cercada de demônios, todos com chicotes nas mãos. Uns tinham pregos nas pontas, que rasgavam a pele e torturava a minha alma cada vez mais.
Começaram então a tortura, a minha tortura. Não lutei, afinal, dessa vez eu merecia tal castigo.
- Isto é por não selar o pacto e me fazer ser expulsa do inferno que é o meu lugar. – disse ela me chicoteando com todas as forças. – Levarei sua cabeça para que eu possa me redimir deste erro que foi me deixar ser enganada por uma simples humana.
- Eu roguei aos céus e pedi. Não me atenderam. Roguei ao seu pai e pedi. Se me atenderam sem fazer pacto ou selamento do mesmo, então é porque mereci, e não foi por culpa sua ou de alguém. – disse.
- Cale-se! – disse ela me socando.
A dor era imensa. Mas eu merecia pagá-la... Tal pacto fora o maior e o mais burro erro de minha vida.
Os pregos rasgavam minhas vestes e entranhavam por minha carne. Eu sangrava... como nunca havia sangrado na minha vida. Lágrimas de dor escorriam pelo meu rosto e se misturava com meu sangue o deixando mais salgado. O brilho se apagou e eu pude ver; eu tal como era: cheia de manchas e cicatrizes de erros que paguei. Chorei mais. Havia, finalmente, encontrado meu lugar na eternidade: o purgatório, onde eu pagaria por estes erros que cometi em vida (mesmo que tal pagamento fosse com tortura...).
Azui gargalhava. Ela havia conseguido o que tanto procurou: sua amada amiga vingança.
- Me matas se é o que queres! Ou preferes me torturar como uma covarde? – gritei.
Ela me esbofeteou de novo.
- Se é o que queres... – respondeu-me num riso. Ela ergueu a espada e...
- Pare! – ouvi Uriel enquanto luzes brancas e fortes tomavam o local. Então, pude apenas ouvir o bater de lâminas no ar.
- Fuja Kara! – me dizia Uriel em meio à confusão de anjos e demônios.
Gatinhei em meio à dança da luta deles o mais rápido que pude.
- Peguem-na! Ela está fugindo! – disse Azui desesperada ao ver seu troféu ir.
Demônios começaram a vir atrás de mim, olhava regularmente para trás e apenas via esse número crescer e crescer. Então eu vi uma grande barreira de luz formar atrás de mim enquanto eu me jogava no doce precipício.

Continua...

Ana Luiza Pereira

Um Diário De Uma Alma - Encontros


Fechei os olhos para que meu coração acelerado se acalmasse. Até que eu me lembrei:
- Eu não tenho mais o relógio! Não sei quanto tempo eu tenho... Preciso continuar... – disse me levantando.
Vi o corpo de Kaique estirado no chão de terra.
- Kaique, Kaique! Acorde meu amor! – disse abraçando seu corpo antes que eu voltasse a balançá-lo. – Acorde Kaique!
Vi seu rosto finalmente ganhar cor. Minha vontade era deixar que as lágrimas escapulissem, mas não podia.
- Onde nós estamos? O que aconteceu? – perguntou ele desnorteado.
Como não podia contar-lhe a verdade (não ali, nem agora), menti:
- Em sua queda batestes a cabeça em Brutos. Desmaiastes com o impacto. Trouxe-te ao purgatório, és onde estás agora.
Ele começou a fitar o local. Era uma grande e inacabável montanha redonda de terra batida no tom de areia com poucas plantas verde musgo.
- Vamos? – disse. – Temos muito que subir...
Ele assentiu e começamos a andar.
Nesse local, milhares de almas esperavam e rezavam pela sua salvação. Haviam demônios disfarçados a atiçar o pecado e fazer almas (algumas até boas, porém fracas) irem ao inferno, além de anjos (acho que era querubins) com suas mãos esticadas salvando àqueles que realmente mereciam.
“Esta é uma terra maldosa, qualquer coisa que eu disser ou pensar poderá me fazer cair, ou até pior, poderá fazê-lo cair!” – pensava um pouco desesperada.
Ali, somente ali, eu podia ver os pecados das pessoas. Os dele não foi exceção: matou o prédio onde morava colocando veneno de rato na água; matou uma senhora de tanta dor por torturar sua carne; matou homens com bombas, tiros e facadas... Aquele não era o Kaique... não o que eu “conheci”, mas era o Kaique que, por um instante, consegui mudar.
Muitas dessas almas que ele torturou e matou estava lá, no purgatório. Uma delas, quase sem dedos e os dedos que tinha, não possuía unhas, era cheia de cortes e sua traquéia estava quase para fora.
- Por que me matastes? Tu deverias ficar no inferno, onde é o teu lugar. – disse essa alma.
- Ele merece a salvação, assim como todas as almas que sacrificaram a sua vida por outra, mesmo tendo cometidos pecados gravíssimos. – disse intervindo.
Esta alma se cala. Era Leonardo, uma das almas que ele matou sem piedade.
Mais e mais almas como ele vinham em busca de Kaique; sua sede era de vingança, nem pensavam em perdão ou na salvação de si mesmas. Eram estas almas: Flávia, Kevin, Raphael e Theodoro. Eu o defendi em todas.
- Tu me amavas! Por que fizestes isto comigo? – falava Flávia.
Antes que eu e o Kaique falássemos qualquer coisa, Theodoro disse:
- Nós éramos seus 'amigos'. O que houve com você?
- Flávia... Eu simplesmente passei a te odiar, mas não porque meu 'amor' por você não foi correspondido e sim porque a sua atitude era mais infantil do que qualquer outra mulher de nossa idade. Theo... Você é capacho da Flávia e da Brenda e vocês dois, Rapha e Kevin, são do Theodoro, então... Sem comentários a respeito e, se nós cinco voltássemos à vida, eu mataria de novo. – disse Kaique um pouco frio.
Sua frieza me assustou. Eu não o via assim desde... Desde nunca, para falar a verdade.
As almas deles começaram a cair, seus corações criaram um ódio tão grande que suas almas teriam que refazer todo o caminho.
Andamos...
Vi, então, a mais inescrupulosa dentre os demônios; Azui – filha da 2ª prole de Lúcifer e Lilith. Lembrei por vagos instantes os momentos em minha vida que ela dominara: julho de 2005, maio de 2009, agosto de 2010, início de 2011, fora suas rápidas visitas enquanto ‘revia’ meus conceitos do certo e o errado enquanto viva. Eu sou uma idiota e burra, eu sei, e já me martirizava por isso. Mas deixá-la entrar e quase dominar as rédeas de minha vida foi o maior erro que pude cometer.
Por que Kara? Por que fizeras aquela merda de pacto?
Eu não sabia responder, nem ao menos lembrava o porquê. Com certeza isso foi culpa do meu outro eu, burro e inconsequente, fazia tudo por impulso e deixava as suas merdas, desilusões e tudo mais para EU limpar e enfrentar.
“Demônios são baixos, Kara... Azui apenas se aproveitou da sua doença para fazer-lhe de serva.” – é o que pensei.
Ela sabia de todos os meus pontos fracos e os usa para que eu tivesse em seu poder. Sua recompensa? Minhas lágrimas, minhas tristezas, minhas depressões... Porém, seu maior desejo não se realizara, eu não estava no inferno, onde é seu lugar, e ela não estava lá a me torturar. Eu estava no purgatório guiando meu amor até o céu.
- Pode esperar sentada, se quiseres me ver no inferno... – sussurrei a ela enquanto nós, eu e Kaique, passávamos por ela.
Ela riu. Gargalhava mais e mais alto da palhaça que tiveras “a coragem” de servir a seu pai enquanto pequena.
“Não entendo como não possuo manchas... Por mais que eu fosse uma batalhando comigo mesma para ser sempre eu mesma, sem que meu outro eu me vença na força de vontade, por muitas e muitas vezes, meu outro eu vencera, e usufruía de meu corpo da maneira errada, me fazendo errar e pecar e me dando um grande peso na consciência.” – pensava.
 Continuei a andar...
- Diga-me como foi esse 'amor' pela aquela jovem? – disse tentando esquecer a existência de Azui.
Vi pela minha visão periférica o olhar de espanto de Kaique, minha pergunta com certeza o pegara desprevenido.
- Vou te contar, mas isso é algo que nunca falei para alguém. – disse Kaique. – Eu sentia uma forte atração por ela, fiquei quase um ano e meio com esse sentimento. Mas tal sentimento foi mudando quando eu conheci uma garota alguns dias antes do meu aniversário de 16 anos. Hoje, mesmo tendo se passado algum tempo, eu ainda não a conheci devidamente. Isso ficou só na minha mente, mas era tão real que eu me tornei fiel a esse sentimento de tal forma que fui capaz de fazer o que fiz. – confessou-me.
Suas últimas palavras me machucaram, se eu pudesse me entregar à minha vontade nesse momento...
Quando íamos aproximando do céu, uma luz forte nos cegou.
- Uriel!!! – sussurrei.



Continua...

Ana Luiza Pereira


Dear God


Numa estrada solitária, era assim que era minha vida. Ela era cheia de manchas; ódio, sangue, rancor... Eu não tinha piedade das almas que rastejam por esta Terra, nem sequer pensei em ter. Sempre vivi sozinho, cruzando as estradas da vida, encontrando almas para torturar e motivos para matar.
             Até que um dia eu a encontrei. Não sei como ou porque, mas sua beleza era diferente de todas as outras que gostei. Ela era iluminada e fizera um milagre que nenhuma outra conseguira; eu sorrir. Eu ficava diferente perto dela, sua luz me irradiava e seu sorriso me contaminava. Se ela fosse uma doença, eu estaria em estado terminal.
            Sabe aquela tão conhecida “luz do fim do túnel”? Eu tinha certeza que essa luz era ela. Enquanto eu; rodeado de trevas e rancor, tentava correr as milhas e milhas que me separavam dessa luz, mas não conseguia. As trevas me puxavam, porém sua voz me apaziguava.
“Eu te amo, Kaique. Estarei aqui a te esperar...” – é o que sua voz me dizia antes de dormir. Ah... Como queria dormir em teus braços, minha querida. Estar do seu lado, rir com você, cuidar de você e me deixar ser iluminado pela sua luz. Você me lembrou a sensação de como é ser amado, não quero perdê-la novamente.
Querido Deus, sei que nunca fui muito de rezar e crer, mas se caso exista; por favor, cuide dela enquanto eu estiver longe. É a única coisa que lhe peço. Todos nós precisamos de uma pessoa que possa ser verdadeira com você e, olha!, eu encontrei a minha a milhas de distância. Porém a vida me obrigou deixá-la  nessas milhas de distância e, mesmo que eu deseje estar do seu lado, eu sou um solitário fraco e cansado e estou sentindo sua falta de novo...
Toda vez que eu acordo e vejo essa estrada da vida abandonada, sem ninguém... e sem ela para me acolher. Não há ninguém aqui, tudo está fechado. Todos dormem em seus alentos enquanto eu estou sem o meu. Sei que não ajuda muito, mas pensar em tudo que passamos parece superar a distância que há entre nós.
Querido Deus, por favor, proteja meu alento enquanto eu estiver fora...
Por mais que eu procure, eu não consigo encontrar. Os caminhos que me levam a ti são estreitos e eu não consigo passar. Depois de muito tempo, desperdiçando minha vida nessas trevas, eu finalmente encontrei a minha luz; eu encontrei você e alguma coisa disse que era para ficar aí. Mas sou um solitário egoísta e fui embora sem me despedir devidamente. Tenho saudades do seu chamego e abraços... Sinto falta de te ver, como sinto falta de você!
Estou sozinho nas trevas que me rondam, sozinho..., vendo toda a minha esperança começar a desaparecer...
Querido Deus, ela morreu. Como o Senhor pôde fazer isso comigo? Eu pedi, implorei-lhe para cuidar dela enquanto eu estiver longe... E agora? Minha luz do fim do túnel mudou... Por mais que eu corra para esta luz, vejo que não é mais ela com seu sorriso, mas o inferno que me espera.

Ana Luiza Pereira 

Inspirada na letra da música Dear God do Avenged Sevenfold.

Killer Night


            Meia-noite. É o que soava os sinos do relógio da igreja. Noite escura e de luar brilhante e redondo.
            A rua mal iluminada, nenhuma alma em sã consciência andava pelas ruas e vielas mal iluminadas de Fromhell. NINGUÉM ousava por os pés naquelas ruas, NINGUÉM ousava sequer dizer seu nome, NINGUÉM queria vê-lo...
            Seus olhos sedentos, seu sorriso maléfico, seus pensamentos demoníacos. Ele dançava... ao som dos gritos, arfares, pavores e desespero de suas vítimas.
            O que ele fazia? Mutilava seus corpos, estraçalhava seus órgãos, transava com cadáveres.
            Por que ele fazia? Não se sabe. Uns dizem que é por pura maldade, outros que ele enlouqueceu, outros diziam que ele é a própria reencarnação do diabo.
            Um trovão ecoou pelo céu. Raios e relâmpagos reluziam ao som dos seus passos e gargalhadas satânicas por aquela viela escura.
            O que ele deixava para trás? Mais um corpo de uma mulher.
            A chuva apagava as provas que ele deixara assim como levava o rastro do seu sangue para os esgotos.
            Será que alguém conseguirá neutralizá-lo? Só as noites poderão dizer...

Ana Luiza Pereira