Um Diário De Uma Alma - A Morte


            Um dia de segunda: chato e normal. Eu? Triste e depressiva. Mais depressiva ainda depois dos últimos acontecimentos; ele não era o psicopata perigoso que todos falavam... Não a mim! Mesmo assim, as circunstâncias nos separaram mais uma vez. “Você é louca! Ele não é para você! Ele é um ASSASSINO!” – é o que eu ouvia falar. Mas eu não ligava, estava apaixonada demais que transformei seus defeitos em qualidades; “ele só quer me proteger...” – é o que eu respondia mentalmente. Mesmo assim, tudo me afetava de tal modo que abri os portões dos meus sentimentos para a tristeza.
            Havia uma faca ao meu lado. Eu podia muito bem cortar os meus pulsos para acabar, esta dor acabar, ou cortar a cebola que fazia meus olhos cheios de bolsas lacrimejarem. Preferi cortar a cebola.
Odiava ter que cozinhar todas as segundas de manhã. Eu, sempre lerda cortando os ingredientes, sempre queimava a comida ou ME queimava. Eu, literalmente, odiava as aulas de A&B de segunda!

            Como sempre, tive que aturar gracinhas de colegas e professora por este comportamento habitual meu.
            O dia passou tedioso em todas as formas.
            Fui, aos suspiros de tédio, guardar meu material no armário. Encontro um velho amigo lá. Sorrio e abraço. Puxo conversa tentando ser simpática e fugir da minha tristeza, mas ele, sério demais, me dava respostas curtas.
            Quando, enfim, terminei de guardar o material no seu devido lugar, dei um abraço nele como despedida. Mas então, senti; uma dor pungente em meu estômago. Me distanciei. Vi a faca que cortei cebola encravada nos meus órgãos.
            Por quê?
Caí por terra. Sentia meu sangue se formar em poça ao meu redor.
Por quê?
Minha visão escurecia, saia de foco. Era este o meu fim (ou o meu começo)...
Por que, Thiago? Por que me mataste?

Continua...


Ana Luiza Pereira


Como uma criancinha triste...


Eu me separo, vocês não percebem
Eu grito, vocês não me ouvem
Eu peço, vocês não fazem
Eu faço, vocês copiam
Eu me importo, vocês não estão nem aí

Vocês se importam comigo?
Vocês ligam para mim?
Por que não me ouvem?
Por que fazem isso comigo?
Eu fiz algo de errado?

Eu simplesmente me sinto insignificante
Às vezes, apenas preciso de gestos simples
Sabe? Apenas um convite para uma conversa descontraída
Apenas um convitezinho
Mas vocês parecem que não percebem minha necessidade
E deixa-a passar como se não fosse nada,
Mesmo que para mim seja tudo.

Sou uma criança, as vezes fico no meu canto esperando
Um pequeno gesto, um pequeno convite.
Mas nada acontece
E isso me entristece
Tenho que sempre procurar ser 'amada' por quem parece não se importar
É chato! É irritante! Incomoda!
Me entristece...

É por isso que me isolo,
É por isso que me rotulam...
É por isso que sou a boba que vocês tanto desmerecem.

Ana Luiza Pereira

O Casamento de Dalila e Keroppi


Ela era simples. Bonita para ele, feia para os outros. Dalila era apenas uma cadela; chorosa num parque. Ela não chorava porque era só, pois ela era muito bem cuidada pelo seu dono, mas chorava porque ninguém a olhava. Só porque perdera um olho num acidente, começara a se achar feia e que ninguém a olharia como ela é, sem ligar para a sua aparência.
Mal sabia ela...
Do outro lado do lago, havia um sapo. Lindo, sapeca e travesso sapinho. Ele tinha uma dona, mas mal olhava para ela quando estava naquele parque. Ele olhava para o outro lado do lago; ele olhava para a triste Dalila. Ele sempre ficava admirado, estagnado, entorpecido com a linda cadelinha. Não entendia sua tristeza:
- Por que choras, ó linda cadelinha? – perguntou o pequeno sapinho ao se aproximar pulando ao seu lado.
- Me chamo Dalila, pequeno sapinho. Choro porque sempre que venho aqui, neste parque alegre, e me vejo neste espelho d’água, lembro que nunca serei feliz, nunca mais serei igual. Não com esta aparência feia que tenho. – respondeu a cadelinha tristonha.
- Por que ligas tanto a aparência? Sabe o que vejo? Uma linda e fofinha cadelinha que se entristece por nada. A beleza não está na aparência, cadelinha, mas em seu jeito e sorriso.
A cadelinha sorriu.
- Qual o seu nome, pequeno sapinho?
- Me chamo Keroppi. Sou um humilde sapinho que passa os dias a te observar, mas nunca havia entendido quando ponha-se a chorar. – disse Keroppi galanteador.
Os dois começaram a conversar e todos os dias se encontravam todos os dias naquele parque para conversar. Sempre ansiavam a próxima conversa e se preocupavam quando, por algum motivo, o outro faltava.
Seus amigos começaram a brincar com eles chamando-os de namorados. Até que um dia Keroppi confessou aos amigos: ele queria beijá-la. Dalila que se aproximava, vagarosamente, ouviu o que o sapinho disse e, vermelhinha, confessou ter o mesmo desejo que Keroppi. Os dois conversaram e confessaram seus amores um pelo outro.
Dalila, medrosa, contou ao seu dono a sua linda história de amor. Mas ele não gostou nada, proibindo os dois de se verem. A dona de Keroppi fez o mesmo, porém descobriu através de uma carta de Dalila.
Mas eles desobedeciam. Sempre davam um jeito de se verem.
Até que um dia, Keroppi levou-lhe uma rosa:
- Querida cadelinha, o destino nos juntou, então, nossos donos não poderão nos separar. Será que comigo aceitarias se casar?
- Claro, meu sapinho! Contigo irei casar, pois já és meu principezinho, irei para sempre e amar.
E os dois então fugiram, para longe se casar. Para sempre se amaram com o suave sabor do recomeçar...

Ana Luiza Pereira


"I do swear that
I'll always be there
I'd give anything and everything and I'll always care
Through weakness and strength,
Happiness and sorrow,
I will love you with every beat of my heart"


From this moment on - Shania Twain

Hybrid Theory - my life starts with it (tradução)


"Olá!
Isso daqui devia ser apenas mais uma simples carta de uma fanática ao seu ídolo, mas tentarei ser diferente... Ora, vocês não são simples pessoas que ganharam fama com suas músicas... Não a mim! Para mim, vocês são parte inestimável de minha vida!
Vejamos:
Eu, quase fazendo meus 6 anos, começo a ouvir vocês no rádio. Naquela época, eu já gostava de rock; talvez por culpa do meu pai que ouvia rock anos 60, ou dos meus irmãos que gostavam dos 90. Tradução: gostei.
A música que ouvi? In the end. Para mim era (e ainda é) magnífica!
Depois, por coincidência talvez, meu irmão compra o Reanimation. Me apaixonei pela capa... Ora, 6 anos e a capa de robôs. Então, vocês me faziam dormir todas as noites com: Krwlng, Opening, Enth E Nd, P5hng Me A*wy...
Mas, também, vocês me fizeram dançar com Frgt/10, X-Ecutioner Style e H! Vltg3. E ter pesadelos com: Ppr:kut e 1stp Klosr.
Digamos que depois eu dei uma parada com meu vício: vocês. Não porque enjoei, mas foi exatamente para não enjoar.
Vocês lançam o Meteora e eu acompanho os clipes pela TV. Nessa época eu comecei a associar Crawling a uma pessoa que eu fui muito apaixonada, mas como ela me rejeitou, me sentia como a garota do clipe. Chorei em Numb, cantei em Faint, dancei com Breaking the Habit, me achei em Somewhere I belong... Me apaixono por vocês, não como banda, mas como seres humanos que são.
2004 – ano que descobri: minha cunhada tinha o Live in Texas. Catei dela e não parei de vê-los e sonhar com vocês um dia sequer.
Vocês continuaram com sua carreira e eu com minha vida... Pacata, chata. Mas sempre buscando em suas músicas uma forma de expressar o que sinto, já que eu não sabia como.
Busquei seus undergrounds, bandas relacionadas... Descobri mais canções e me apaixono por elas. Conheci Grey Daze e Fort Minor. Me identifico com Sometimes e Where’d you go.
2007 – Minutes to midnight. Não gostei desse CD. Apesar de Mike afirmar que era uma forma de se renovarem e de vocês não serem como seus ídolos, ficarem sempre na mesma e acabando por cair no esquecimento. Mas vocês se esqueceram do principal: seus fãs de verdade. ELES OS AMAM COMO SÃO! Eles amam suas letras, suas loucuras, suas vozes, seus penteados, suas músicas... Não precisava desta mudança brusca para chamarem atenção, porque vocês já tinham lugares guardados no coração de muitos, na vida, na alma e até na pele.
Vocês já eram O LINKIN PARK. Já tinha nome e renome, não precisavam de um Black Power, ou ficarem carecas... Vocês já tinham atenção de muitos com seus “rock remix”, vocês eram vocês mesmos! E, para mim, Minutes to midnight era uma máscara para vocês serem o que a moda queria e não o que vocês eram.
Mesmo assim, eu ri com Bleed it out, cantei com Given Up, chorei com Leave all out the rest…
Hoje: A thousand suns. Prometendo sempre novidades. The Catalyst? É maneira. Mas é muito “Lady GaGa”. Por quê? Fácil! A moda é eletrônica, música dançante... E The Catalyst dá para se dançar. Me emociono com Robot boy e The Messenger, imagino um clipe para Blackout, danço dança do ventre com When they come for me, danço hip hop com Wretches and kings, amo Iridescent...
Minha vida = suas músicas:
Um dia de raiva = Papercut
Um dia frio, triste = My december
Um texto meu que amo = Across the line
Quando me sinto sem saída = No roads left
Bem, não vou escrever todas... Ora, são muitas! Mas vocês entenderam minha intenção.
Minha vida e sua carreira são pequenas demais para este mundo, mas grandes demais para este pedaço de papel.
Hoje? Justo hoje, Hybrid Theory faz seu décimo aniversário. Junto com ele, parte da minha vida comemora com vocês...
Parabéns pelo seu sucesso! Desejo que continuem assim!

Obrigada por tudo! Principalmente de me salvar de várias depressões,

Uma pessoa que passa a vida escutando suas músicas."


Ana Luiza Pereira



Esta é a minha humilde homenagem aos meus ídolos: Linkin Park.Obrigada por tudo! Parabéns pelos 10 anos do Hybrid Theory! Mais informações deste 10 anos: http://linkinparkbr.com/lpbr/noticias/2010/10/24/10-anos-de-hybrid-theory/

Hybrid Theory - my life starts with it



"Hello!
This here should be just a simple letter of a fanatic to her idol, but try to be different... Because you are not just people who gained fame with your songs... Not to me! To me, you are invaluable part of my life!
I, almost making my 6 years old, hear you on the radio stereo. At that time, I already liked rock; maybe because my dad who listened the 60 rock, or because my brothers who heard the 90 rock. Translation: I liked to hear you.
What the song that I hear? In the end. For me, it was (and still is) perfect!
Then, by coincidence (maybe), my brother buys the Reanimation. I fell in love for the layer… I was 6 years old and the layer was robots. So, you make me sleep every night with: “Krwlng”, “Opening”, “Enth E Nd”, “P5hng Me A*wy”...
But you too make me dance with: “Frgt/10”, “X-Ecutioner Style” and “H! Vltg3”. And I had nightmares with “Ppr:kut” and “1stp Klosr”.
Let’s say that I gave stop with my flaw: you. Not because I tired, but it was exactly for not tired.
You launch the CD Meteora and I watched the musics videos on TV. At that time, I began to associate Crawling to a person that I was very passionate, but me reject me, I felt like the girl in this music video.
I cry with “Numb”, I sing with “Faint”, I dance with “Breaking the Habit”, I found myself with “Somewhere I belong”… I fall in love for you, not as band, but how wonderful people are.
2004 – Year that I discovered: my sister-in-law had the “Live in Texas”. I caught her DVD and didn’t stop seeing and dream of you every day and night.
You continued with your career and I with my life quiet and boring… But always looking for in your songs one way to express what I feel, because I didn’t know how.
I searched your undergrounds, related bands… I found more songs and fall in love with its. I met Grey Daze’s songs and Fort Minor’s songs. I identified with “Sometimes” and “Where’d you go”.
2007 – “Minutes to midnight”. I don’t like this CD. Although Mike said that it was a way of renewing and you’ll not be like your idols; always in this same songs and eventually forgetfulness. But you forgot the most important: your true fans. THEY LOVE YOU LIKE YOU ARE! They love your lyrics, your follies, your hairstyle, your voices, your songs… You didn’t need this sudden change to call attention, because you had already saved places in the hearts of many, life, soul and even skin.
You were THE LINKIN PARK. Already had the name and reputation and didn’t need a Black Power or become bald... You had a lot of attention with your “rock remix”, you were yourself! And for me, “Minutes to Midnight” was a mask for you to be what fashion wanted and not what you were.
Anyway, I laughed with the "Bleed It Out" music video, sang with "Given Up", I cried with "Leave all out the rest"...
Today: “A Thousand Suns”. Always promising news. “The Catalyst”? It’s cool. But is very “Lady GaGa”. Why? Easy! The fashion is electronic music, dance music... And with “The Catalyst” gives to dance! I am touched with "Robot boy" and "The Messenger", imagine a video for "Blackout," dance belly dance to "When They Come For Me," I dance hip hop to "Wretches and kings," I love "Iridescent"…
My life = your songs:
A angry day = “Papercut”
A cold day, sad = “My December”
A text of mine that I love = “Across the line”
When I don’t have way out = “No roads left”
Well, I won’t write all… It’s a lot of! But you understand my intention.
My life and your career are too small for this world, but too big for this piece of paper.
Today? Just today, “Hybrid Theory” makes its 10th birthday. Along with it, part of my life celebrating with you...
Congratulations for your success! I wish that continues thus!


            Thank you for everything! Mainly to save me of some depressions,

A person that live listen your songs."

Ana Luiza Pereira


"And every second I waste this more than I can take." [Numb - Linkin Park]