Vejo as pessoas manifestando suas opiniões quanto aos protestos, sinto-me na obrigação de cidadã brasileira fazer o mesmo:
Bato palma para quem vai às ruas lutar pelo os seus direitos, mas com objetivo de serem ouvidos. Os protestos atuais estão tomando proporções fora de controle. Com o objetivo inicial alcançado, os ideais dos protestos vêm se perdendo, tornando apenas uma bagunça e dando mais motivos para a mídia julgar o povo que sai para a rua em plena Copa das Confederações. E o vandalismo? Há duas hipóteses: ou são grupos infiltrados ou são grupos que querem combater a PM fogo com fogo. Então, pergunto: para quê? É respondendo essa pergunta que me indigna.
Bato palma para quem vai às ruas lutar pelo os seus direitos, mas com objetivo de serem ouvidos. Os protestos atuais estão tomando proporções fora de controle. Com o objetivo inicial alcançado, os ideais dos protestos vêm se perdendo, tornando apenas uma bagunça e dando mais motivos para a mídia julgar o povo que sai para a rua em plena Copa das Confederações. E o vandalismo? Há duas hipóteses: ou são grupos infiltrados ou são grupos que querem combater a PM fogo com fogo. Então, pergunto: para quê? É respondendo essa pergunta que me indigna.
O brasileiro é o típico povo que só percebe a burrada que faz depois de tê-lo feito. Há anos atrás quando anunciaram onde seriam sediados os locais para a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas, o brasileiro bateu palma, mesmo sabendo que teria que mudar quase toda a infraestrutura, construindo novos estádios e vilas olímpicas. Cadê a indignação do povo quando soube disso tudo há anos atrás? Ao invés disso, fizeram festa e soltaram fogos. Ainda assim, bato palmas para os que tiraram a venda dos olhos e lutam por uma causa, e não aos vândalos que depredam o patrimônio público, sabendo que é do nosso bolso que será restaurado.
É dizendo que apoio e bato palmas às pessoas que vão aos protestos, com uma causa, que alguns me perguntam o porquê, responderei aqui: que democracia é essa que vivemos? Vivemos num governo onde a "democracia" é apenas o nosso voto e não nossa voz. A própria Constituição Brasileira, por mais antiga e inadequada, em certos aspectos, que seja, diz: "O poder emana do povo", enquanto o povo engolia cada caso de corrupção governamental a seco, sem nada fazer, sem nada falar. É o povo que paga, através dos impostos e inflações absurdos, milhões para os deputados para eles lutarem por uma proposta como a do PEC-37. Vale a pena? Vivemos uma repressão quase que ditatorial, o governo cala nossas bocas abafando casos. A verdade é que vivemos numa sociedade onde a mídia é controlada e controladora, muitos engolem as histórias das mídias e, bem, os outros acordaram...
Aqueles que acordaram, vão às ruas, gritam com cartazes nas mãos e compartilham hashtags nas redes sociais, hashtags como #VemPraRua e o #OGiganteAcordou bombeiam as timelines dos twitter e do facebook e lembram muito a Primavera dos Povos. Contudo, sempre há pessoas para avacalhar, fazendo dos movimentos e ideais uma piada: vandalizando, roubando, espancando ou colocando dizeres que não tenham nada a ver em cartazes; só para serem filmados e aparecerem nas mídias. Por isso, digo que estamos vivendo um breve momento anárquico. Pense: o governo nos vira as costas e nada faz, apenas comanda a polícia repressora, assim como era na ditadura, enquanto isso, o povo "faz o que bem entende" nas ruas.
A verdade é que a anarquia que aprendemos nas aulas de história é completamente impossível, pois a ordem natural de uma sociedade sem governo é a autodestruição. O povo necessita de uma "ordem" preestabelecida, as pessoas precisam de um governo que rege leis para que elas consigam viver e sobreviver. Sem leis, é o instinto animal presente no ser humano que o moverá, gerando caos e confusão, como está tendo agora nos protestos. Admito ser adepta ao anarquismo, mas como sei que há diferenças drásticas entre a utopia e a realidade, sou adepta ao anarquismo que retira um governo autoritário do poder e instala a VERDADEIRA DEMOCRACIA, na qual, os ricos não mandam, mas o povo que busca ser ouvido.
Vivemos numa guerra de ideologias dicotômicas: de um lado o governo dos ricos ditadores que reprimem e, de outro, as pessoas anarquistas que gritam seus ideais. E, nos resta apenas escolher: sermos inertes ou qual lado devemos ser, mas não se esqueça que somos nós que fazemos a história, pois "Eu vejo o futuro repetir o passado / Eu vejo um museu de grandes novidades / O tempo não pára" (Cazuza).
Ana Luiza Pereira
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