Here comes the sun


Lá vem de novo o meu sol,
nascendo em minha visão e
me fazendo sorrir.

Lá vem o meu sol de novo e,
apesar desses dias claros e em claros, 
sem ele não sabia como me nortear.

De novo, lá vem o meu sol
dizendo que me ama e
que nunca mais vai me deixar.

Lá vem de novo o meu sol 
para me aquecer
e para me amar.

Lá vem o meu sol de novo
me dizer que está tudo bem
e que nenhum inverno pode nos abater.

De novo, lá vem o meu sol
brincar de cócegas
e me fazer esquecer que o tempo passa.

Lá vem o sol, para sempre virá,
pois nessa vida corrida, 
só queremos o sol do amor para nos aquecer e nos aconchegar.


Ana Luiza Pereira

Carta do novo eu


É hora de deixar o passado para trás.

Eu já me magoei muito com o passar dos anos e carrego muitas cicatrizes fechadas em meu corpo e minha alma. Seria mais com um Frankstein, mas não guardo mágoas, consigo viver, sorrir e sentir. Se não fosse por cada queda, cada dúvida, cada coisa que aconteceu, eu não conseguiria escrever nem a metade do que sinto e sou.

Sou bem mais do que a simples escritora, na verdade, escrevo apenas para extravasar aquilo que sinto e que me faz mal. Eu sou muito mais o que sinto, sorrisos e lágrimas, lembranças e atos, do que você possa ouvir e falar de mim.

Fofocas, chacotas, balbúrdias... Não me interessa como você veio a saber de mim e "quem eu sou", na verdade, palavras não restituem o que sou, apenas restringem aquilo o que posso ser. Mesmo assim, agradeço. Pois, as pessoas não morrem enquanto são lembradas por pessoas, principalmente, por aquelas que querem difamar "quem eu sou".

Vocês podem ficar a vontade para conhecer a escritora que eu tento ser. Aceito críticas e sugestões nas minhas histórias. Mas poucos saberão quem é, verdadeiramente, aquela que ouviu falar.

Apenas um esclarecimento: Mudanças são necessárias com o tempo e tenta nos amadurecer com cada segundo. Como eu disse acima: "É hora de deixar o passado para trás". Estou assumindo meu alter ego escritor, afinal, é uma boa parte quem sou e a parte que me fez amadurecer.

É assim quem sou, não importa meu nome ou qualquer outra coisa. O que importa é meu compromisso em enfrentar o futuro com a cabeça erguida, mudando e desejando ser o melhor que eu posso ser. Afinal, o que eu mais quero e desejo para o meu futuro é ser feliz.

Obrigada por sua atenção,

Um novo eu.

Ana Luiza Pereira

As cartas da sua vida


Cartas. Uma forma de comunicação perdida nesses tempos modernos. Vejo que, quem se comunica via cartas, não é que seja ultrapassado, mas é porque sente tanto algo que quer eternizar numa tinta tomando forma de palavras no papel.

As folhas podem amarelar e até a tinta se perder com o tempo, mas uma coisa não se perde: os sentimentos. Sentimentos eternizados no papel marcam quaisquer um que ler. Sentimentos de almas perdidas, indecisas, apaixonadas... Sentimentos de almas que viveram e que vivem em nós.

Afinal, se somos humanos, somos capazes de sentir. E ter sentimentos é bem mais do que saber o que é raiva, paixão, torpor... Sentir é distinguido de uma máquina e, falar sobre o que sente é ser distinguido com um animal.

Às vezes, falar sobre o que sente é tão de difícil que recorrer as palavras na hora H do cara a cara não se resolve. Por isso cartas... Pois como as palavras, as cartas são tão fáceis de marcar, de se fazer chorar e rir como são tão fáceis de serem esquecidas ou perdidas. Assim é o ser humano e sua vida. Marcamos a vida de uns, rimos e choramos com muitos, mas muitos nos esquecem, muitos nos perdem de vista.

Não deixe as páginas das cartas da sua vida amarelar, viver é bem mais do que encontrar palavras sentimentais para escrever cartas num papel em branco. Não seja uma alma perdida, encontre seu sentimento e sinta-se a vontade para lutar por ele.

Ana Luiza Pereira

Em excesso


Não dá. Eu não sou uma escritora de equilíbrio, mas de excessos. Só escrevo em excesso de mim mesma em alguma situação qualquer. Se penso demais sobre algo, escrevo. Se sinto demais algo, escrevo. Depende muito, mas posso virar escritora de foça ou de livro de auto-ajuda. É o meu estado de espírito que define o quanto escrevo e o que escrevo e é sempre em excesso de mim mesma. Até quando eu canso de mim, escrevo! Afinal, foi assim... Num excesso de mim que eu aprendi a escrever, estar sempre em contato com o papel e a caneta e o meu íntimo que, até hoje, não conheço direito. Vivo em excesso,sinto em excesso, até escrevo em excesso! Não sei escrever sem ser assim, é o que me define, é quem eu sou.

Ana Luiza Pereira

Somos cristãos?

Cristão.
Uma palavra que é difícil ser sua fiel definição nos dias de hoje.
"Vivemos no mundo, somos do mundo, mas pertencemos à Cristo" - o verdadeiro lema cristão.
Contudo, muitos andam e olham a realidade como se não fosse sua.
Cristo salvou à todos.
Estamos vendados para o mundo e vivemos exclusos no nosso mundo de luxos.
Luxos mundanos que o próprio Cristo manda-nos largar tudo e segui-lo.
Não somos capazes de realmente segui-lo enquanto não pudermos acolher e abraçar o irmão sem o preconceito.
Sem a venda daqueles que pensam que todos que pedem dinheiro é por drogas.
Quem somos nós para julgar?
Somos apenas filhos do Juiz Supremo.
Nossa realidade não está distante da realidade do nosso irmão, pois em apenas num segundo, tudo que é do mundo pode se perder, enquanto tudo o que for de Deus perdura para sempre.
Somos capazes de fazer sempre o bem sem olhar a quem?
Sem termos uma "cota"de bem por hoje?
Somos capazes de sermos cristãos mais do que simples palavras de profissão de fé?

Ana Luiza Pereira