E a família de Deus, como vai? (Escrito por Walquiria Genta Pereira)

É tão lindo e profundo quando lemos em algum documento da Igreja ou ouvimos em alguma palestra o tema: “Família - Dom de Deus, compromisso e serviço à humanidade”. Isso que me faz pensar: E a família como vai?
Vejo tantas famílias falidas, se acabando: falta estrutura, falta de amor... Falta amor entre os esposos, falta amor dos filhos... Pergunto: será que a modernidade está matando aos poucos o verdadeiro amor?
Não precisamos ir muito longe; dentro de nossas famílias mesmo acontece isso. Casamentos desfeitos e olha que em Gênesis 2, 23-24 está escrito: "Desta vez, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Esta será chamada mulher porque foi tirada do homem. Eis porque o homem deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher e eles se tornam uma só carne".
Sem falar das pessoas que entram para as nossas famílias mas não aceitam a mesma; essas vem cheia de falsidade, se dizendo da família, tentando ou até mesmo conseguindo abalar a harmonia e deixando aflorar o rancor...
Os filhos, quando adolescentes, estão cheios de revolta e, quando adultos, os pais já eram... Os pais já não fazem mais parte de suas vidas.
Que tristeza!
O que fazer? Sinceramente, não sei...
A Igreja tem tentado reverter isso, mas ainda é muito pouco. Somos tímidos, como católicos, e fazemos pouco ou quase nada neste serviço. Cadê a pastoral da família? Desaprendemos a viver em comunidade, hoje somos individualistas.
Termino essa minha reflexão, citando o refrão de um cântico, que gosto muito: “E a família como vai? / Meu irmão venha e responda / Quem pergunta é o Pai / A verdade não esconda".

Walquiria Genta Pereira

Esperar...

Às vezes, é bom fazer planos, ter esperança de algo... Talvez, por mais que as coisas nos frustrem e saiam errado, algo em nós não morre, porque a esperança não morre tão fácil. E, tal esperança, renasce a parte mais pura que há em nós: a nossa criança. Criança que matamos com o dia-a-dia árduo, com palavras duras com o nosso próximo. Talvez, por falta da esperança, é que exista o estresse. Mas, venhamos e convenhamos, tudo isso é necessário: sem tais sentimentos não seríamos humanos. Não aprenderíamos que esperar é uma virtude e que, na maioria das vezes, o melhor da vida ainda estar por vir.

Ana Luiza Pereira

Sutiã vermelho

Impressionante como, para nós mulheres, qualquer peça íntima vermelha pode nos fazer sentir mais sensual. Parece que a insegurança de quem somos e qualquer incerteza que tínhamos desaparece com uma simples peça vermelha íntima.

Experimente: quando pensardes que você é um nada, vista um sutiã vermelho e se veja por horas à frente de um espelho. Automaticamente, o que te afligia, você passa a esquecer e apenas começa a se achar mais bonita, mais mulher...

Contudo, o que faz ser uma mulher não é uma simples peça de roupa. Mulheres são sentimentos e atitudes. Talvez, por serem esses dois simultaneamente que os homens não conseguem nos entender. O mundo vem para nos ferir e por à prova todos os dias, seja no trabalho ou em casa, mas ele vem. Saber escolher cautelosamente, pesando prós e contras (ao menos, na maioria das situações) é o que nos faz mulher e tal consciência não veio de uma simples lingerie vermelha.

Ser uma mulher sensual não é preciso ser magra e usar lingeries carésimas da Victoria's Secret. Mulheres sensuais já conquistam pelo o que são e não pelo corpo que tem. E você não precisa de um sutiã vermelho para afirmar isso. Somos complexas (ao ver masculino) e homens amam quebra-cabeças, por isso, caem aos nossos pés.

E se não tiver nenhum caindo aos seus no momento, não se desespere. Você apenas se cruzou com um bando de babacas no caminho. Sejais mulher que, um dia, um homem apareça. Só espero que, quando acontecer, você se lembre que não precisa de um sutiã vermelho para se lembrar quem és...

Ana Luiza Pereira

Até!


Há 3 anos, mal sabia quem eu era e o que queria. Entrei de supetão na única escola que prestei concurso. Fiz amizades com pessoas tão diferentes que eu antes nunca pensei que poderia. O tempo foi passando e nós crescemos. O amadurecimento veio de fininho junto com a escolha importante do que realmente "queremos ser quando crescermos", as diferenças da turma foram postas de lado e aprendemos a conviver melhor juntos. Hoje foi a formatura e aquele gostinho de "adeus CTUR" preencheu nossas bocas e nossos corações. Contudo, não direi adeus aos amigos que fiz, ao colégio que estudei, muito menos, as histórias que tive ali. Direi apenas: "Até!". Até um futuro próximo; cheio de sonhos realizados e sucesso. Até outro dia com mais histórias para contar e coisas para se discutir. Até uma próxima vez, um incrível reencontro, talvez... Só não demore muito, porque a saudade já está batendo à porta.

Ana Luiza Pereira
Homenagem à turma 31/2012 por terem feito parte de uma época muito especial da minha vida.

Medo dos 18

Realmente, ter 18 anos não é fácil. Foi quando eu vi a magnitude das coisas e, principalmente, dos meus atos. Confesso que me assustei. Afinal, as coisas são tão difíceis e tudo o que eu tive até agora foi de mão beijada. Até hoje, eu não tive tanta responsabilidade e juízo que agora a vida cobra de mim, só tive muitas alegrias e poucas decepções. Muitos "olá!" e muitos "adeus!" também. Aprendi a discernir irmãos, amigos e colegas. É como dizia aquela música: "Todos os dias é um vai-e-vem / a vida se repete na estação / tem gente que chega pra ficar / tem gente que vai pra nunca mais... / Tem gente que vem e quer voltar/  tem gente que vai e quer ficar / tem gente, que veio é só olhar /  tem gente a sorrir e a chorar... / E assim chegar e partir  (...)". Porém, a vida pode ser difícil, mas na companhia das pessoas certas, ela se torna bem mais divertida, então, o medo que tive se vai, ao contrário das lições que aprendi e das responsabilidades que estou prestes a assumir.

Ana Luiza Pereira
Post dedicado à minha melhor amiga Celina Azevedo.