Nossa história de amor

Era para ser apenas uma amizade comum; sem precedentes, mas você resolveu complicar tudo... Eu disse não, você não aceitou e continuou lutando.

Meu coração complicou as coisas quando vi que você era uma pessoas pura na carcaça de um alguém amargurado e sacana. Descobri isso com o Seiya...

Entretanto, ouvi meu cérebro e me entreguei às paixões. Você conheceu os meus mais perversos lados e mesmo assim você gostava de mim e me seguia. Querendo ou não, me preocupava com seus altos e baixos e me culpava com suas depressões.

Por mais que no primeiro ano eu tenha admitido, eu me assustei profundamente ao ler sua carta de despedida e descobri o tamanho monstro que eu posso ser machucando quem amo... Nunca quis ferir você. Sempre disse que você merece bem mais! Mas, de fato, admito que tive medo de te perder para sempre.

O tempo passa, as brincadeiras da turma se tornam mais pesadas. Por mais que eu fingisse não me importar, odiava te ver com raiva. A turma sempre quis nossa união de fato e não a lenga-lenga de "somos apenas amigos".

Até que você resolve encontrar alguém tão solitário quanto você para, então, você se sentir menos pior. Admito, tive muito ciúmes. Não gostava de saber que você estava pelos cantos com outras. Sempre gostei da atenção que você me dava e, por mais que a gente conversasse, meu orgulho é um milhão de vezes maior, o que torna uma "missão impossível" admitir ciúmes.

De repente, chegamos ao terceiro ano... Não sei quanto a você, mas eu o encaro como o último da minha vida. Portanto, deixei meu orgulho de lado e, finalmente, decidi me entregar... (Por mais que eu tivesse medo de te machucar novamente ou de te perder) Infelizmente, meus planos deram errado no princípio; você se comprometeu e eu me magoei por achar que, talvez, era para nunca sermos um casal. Você esteve do meu lado, por mais que eu estivesse apaixonada por outro, enquanto eu tentei fazer o mesmo quando você estava com outras, mas eu ainda sentia um ciúmes enorme. Mas, pouco tempo depois (talvez pelo meu olho gordo), você rompe e nós ficamos...

Sabe, eu sempre quis saber o que você viu em mim; eu sempre te machuquei (psicologica e fisicamente) e mesmo assim você estava do meu lado, fazia o que eu pedia e me fazia ter inveja dos seus talentos, por mais que eu criticasse ou risse.

Porém, sabe o que foi reconfortante saber? É que, caso a gente não passasse na prova do CTUR, seríamos ainda assim da mesma turma e NADA me tira da cabeça que eu estava destinada a encontrar este grande amigo e melhor namorado que você é.

Ana Luiza Pereira
Texto homenagem aos meus 3 meses de namoro com o Gabriel Porcino.

Estou namorando aos 17

Podia ta matando,
podia ta roubando,
podia ta me drogando,
e, até mesmo, me prostituindo...
Mas não. Estou namorando aos dezessete.

Podia ta na balada,
podia ta bêbada,
podia voltar pra casa cansada
e viver descompromissada...
Mas não. Estou namorando aos dezessete.

Podia ta estudando,
podia ta pensando,
podia ta me formando
e viver trabalhando...
Mas não. Estou namorando aos dezessete.

Podia virar freira,
viver casta e cabreira,
ficar para titia feia
e viver sozinha quando velha.
Mas não. Estou namorando aos dezessete.

Que mal há namorar aos dezessete?
Vivo em casa, mal saio dela...
Eu sei que isso virou uma coisa anormal num mundo como este
Mas eu não vivo a vida para somente desperdiçar amores dela...

Ana Luiza Pereira

Espelho de medos

Hoje percebi que a teoria dos espelhos é de fato verdade; somos realmente espelhos da criação de nossos pais. Não só da criação, mas de suas crenças e temores também. Por mais que digamos "eu não vou ser como eles", herdamos um pouco deles e um pouco de cada um que já passou por nossa vida e transmitimos para nossos filhos. Vejo pelos meus pais; eles se contradizem o tempo todos, dizem que sou preguiçosa e que não tenho responsabilidades em casa, mas não me deixam fazer nada demais. Sinto neles um medo que eu cresça e deixe de ser a filhinha mimada deles, e esse medo se aflora em mim hoje em dia. Então, pergunto-vos: como enfrentar o medo que vive dentro de casa?

Ana Luiza Pereira

Noite inesquecível (parte 2)

Antes mesmo de reconhecer qualquer coisa da cena, fui acordada por Thomas me avisando que era hora do intervalo.

- Onde está Kami? - perguntei ainda sonolenta.

- Não sei. - respondeu ele imediatamente.

Levantei e fui à cantina comer algo. Minha cabeça ainda latejava e eu estava tonta como se ainda tivesse bebido. Quando sentamos, eu perguntei:

- O que aconteceu ontem à noite?

- Fomos comemorar seu aniversário numa boate, você não se lembra?

- Nem sei que dia é hoje! - respondi. Respirei fundo e perguntei:

- O que fizemos depois?

- Não sei. Deixei você em casa e fui embora...

- Quantas eu bebi? - perguntei rapidamente.

- Não sei. Parei de contar depois da quinta dose...

"Merda! Nem ele sabe o que aconteceu! Só pode ter sido o Lucas..." - pensei.

Fui ao meu armário buscar os livros para a próxima aula e encontrei um bilhete com letra desconhecida, nele estava escrito: "Te encontro depois da aula atrás do prédio dos calouros. Precisamos conversar sobre ontem... Ass.: A pessoa de ontem..." Um medo bateu na hora. Era mesmo o Lucas, a pessoa dos meus sonhos?

- Terei que esperar para descobrir... - respondi baixinho ao fechar o armário.

Fui para a aula de geografia. Para quê? Dormi de novo. Meu sonho (ou lembranças?) continuou...

Estava na banheira vazia do meu apartamento fazendo um 69 bem gostoso. O gozo escorre pela minha cara o que faz ele ligar o chuveirinho e me masturbar indiretamente com a pressão da água. Ele segurava bem forte meus seios e os balançava enquanto suas pernas impediam que as minhas fechassem e acabassem com a diversão. Ele chupava meu pescoço e lambia meus lábios e, quando gozei, ele fechou o chuveirinho para que ele pudesse lamber e chupar cada gota de gozo que saia de mim.

Fui acordada de novo, dessa vez pelo o professor pedindo para que eu lavasse o rosto para que isso não acontecesse de novo... Obedeci.

No banheiro, após lavar bem o rosto, fitei e analisei cada parte do meu rosto e pescoço. Meu pescoço estava roxo e doía um pouco.

- Então, não é um mero sonho...

Continua...

Ana Luiza Pereira

Submissão

Com certeza, não sou a mesma pessoa que há anos atrás. Mesmo assim, hoje percebo minha relação de submissão para com as pessoas que me importei: faço de tudo para ser a pessoa perfeita para elas. Eu tento ser ao máximo aquilo que quero ser, mas minhas prioridades são sempre ser a pessoa mais confortável aos que amo. Dizem que isso é tem um bom coração, me aconselham até o velho jargão de "seja você mesmo", mas não consigo. Sou aquilo que querem e precisam, mas um dia serei aquilo o que quero ser.

Ana Luiza Pereira