Discernimento na escolha


Eu sei o quanto é difícil escolher. Mais difícil ainda é ter discernimento para seguir em frente apesar das complicações e dores.

É mais difícil ainda é possuir discernimento quando se trata de coração. Se calar para não estragar a felicidade alheia? Boa sorte na sua carreira de mártir! Julgo o silêncio pior do que a situação estranha dos seus sentimentos escrachados na cara de quem você ama.

Na verdade, qualquer uma das situações são bastante constrangedoras, mas são inevitáveis! O que fazer? Lutar. Afinal, é apenas mais uma prova que a vida nos põe... É necessário passar por muitas travessuras da vida para ter as gostosuras.

Ana Luiza Pereira
Dedicado ao meu amigo Kérisson.

Seja o sofredor!


Engraçado como pessoas amam brincar com outras, seus sentimentos, conceitos e confiança. É divertido? É legal? Seja aquele que sofre no final! Sabe, falo logo a verdade; só conhecemos a verdadeira face de uma pessoa quando você se afasta dela. Quando nos aproximamos demais, nós idealizamos demais, não porque queremos mas porque o coração "pensa" que essa pessoa é digna da confiança. Até você cair... Eu prefiro pensar que é um ciclo vicioso, sem fim e com 'finais' um pouco diferenciados, mas a mesma dor e a mesma história... Estou sendo falsa? Meça suas palavras antes de compará-las as minhas. Quando souberes o que é estar na pele de um sofredor, quem sabe, você poderá argumentar que nem homem? Não sei... Só o tempo sabe!

Ana Luiza Pereira

Tentando ser uma fênix


Meu coração dói, minhas lágrimas caem, mas eu não me importo mais. Estou fria. Sabia que aconteceria! Eu avisei... Você não ouviu e quem arcou com as consequências fui eu. Culpa minha? Não, mas sua também. Estou desolada, chorando pelos cantos e você nem aí. Você está feliz seguindo a vida, que bom para você! Eu estou fria com ela... Quero algo que me faça esquecer, ou que me ajude, só quero que tudo volte ao seu normal... Do limite? Já passei. E, agora, ao começo voltei. Tenho que ser fênix, me destruir para me reconstruir e voltar a viver...

Ana Luiza Pereira

Monólogo do silêncio


            Meu silêncio é a minha fatalidade, minha morte intrínseca, minha loucura revolta, minha adorável seca de carinho, total falta de amor, e uma pitada de falta de pudor...
            Não entendes? Eu morro e renasço na ausência de palavras ditas, escritas e atuadas; suas e minhas. Elas me apunhalam e curam; são complexas, vívidas e reais. Enlouqueço, revolto-me sem suas palavras, berro em silêncio sendo esta revolta confundida nas lágrimas. É um silêncio seco, que você não entende que é pura apelação minha pelo seu amor e carinho... Nesse momento, perco o pudor chamando a atenção já que palavras são gastas, o silêncio não é entendido e os atos... nem adianta! Você nem olha, não é?
            É nesse silêncio misto que grito e... PELO O AMOR DE DEUS, ME OUÇA! Meus olhos estão esgotados, as palavras engasgadas; eu tenho que dizer! “Eu te amo!” – e o grito do silêncio sai como sussurro de palavras atropeladas e lágrimas borrando palavras escritas.
            Morri. Você não me ouve, não adianta mesmo! Logo renasço... O silêncio me mantém – por mais que você não saiba ouvi-lo.

Ana Luiza Pereira

Ser criança...


Não se determina uma criança pela idade, muito menos pela maturidade e experiência. Há crianças que são mães, pais, avós, tias... Amadureceram porque a vida obrigou, mas não deixam de ser criança.
Não se julga um idoso pela idade e experiência. Idoso também é criança! Todos o somos. Podemos não ter idade o suficiente para jogar bola na lama, brincar de boneca ou lembrar os tempos de “escravos de Jó”, mas ainda continuamos crianças.
Podemos ter perdido a inocência pura e doce, a crença que tudo vai ser melhor no dia de amanhã porque o realismo nos obrigou, podemos ter parado de chupar dedo, mamar na mamadeira, fazer xixi na cama... Podemos até ter aumentado de tamanho e criado rugas, mas, ainda assim, continuamos crianças.
Não faz sentido não é? Pois, então, desvendarei o paradoxo que confunde sua cabeça, leitor: ser criança não é ser imaturo, não é brincar na rua, não é ser doce ou inocente; ser criança é ser feliz.
Ser criança é, de fato, sonhar e persistir no seu sonho, crendo que um dia ele será real até de fato o ser. Ser criança é sorrir, chorar, amar... Ser criança é ser você, sentir o que você sente e não se esquecer de agradecer a Deus por ter uma eterna criança dentro de você que não há tempo algum que poderá apagá-la.

Feliz Dia das Crianças!

Ana Luiza Pereira