Virtual?


E quem disse que a distância pode separar pessoas que realmente se amam? Nada é impossível quando se acredita e luta. Nada é surreal quando o que se sente é capaz de mover montanhas. Nada é virtual quando o desejo do beijo e do abraço ultrapassa os limites da tela do computador. Eu te amo, e não são apenas em palavras que tento demonstrar o que sinto.

Ana Luiza Pereira

Magia


A magia não está em livros, em feitiços, muito menos em varinhas e vassouras. Não é preciso ser bruxo e receber uma carta para acreditar que há uma magia. A magia, na verdade, vive em você, está com você e sempre aparece quando vivemos pequenos e gratos momentos com quem se ama. A magia é o amor, viver com ele, sentir ele, e não largá-lo jamais. Quem acredita nessa magia, não precisará ser uma eterna criança para ser feliz, muito menos ser feliz com quem se ama.

Ana Luiza Pereira

Meu jeito


Sou apenas uma garota que usa o cérebro e se recusa ser mais aquela a ser marionete desta sociedade hipócrita. Não faço questão de ser popular, sou apenas eu; estranha ser eu. Tenho meus pensamentos formados, meus gostos diferentes, minha opinião polêmica, meu jeito louco... Tenho pena e alergia aos que seguem as regras da sociedade, que pensam que será ela que dará a felicidade, sendo que é VOCÊ que tem que lutar para conseguir e não esperar para alguém lhe dar. Eu não espero, dou o melhor de mim para tudo se mover ao meu redor, nem sempre consigo, muitas vezes caio sim, mas sou feliz por que tenho sonhos e esperanças. E só porque sou assim, diferente de todos, não significa que eu seja uma aberração. Aberração é esta sociedade, essas regras que impedem quem as seguem de serem eles mesmos.

Ana Luiza Pereira

Continue aguentando firme


Vou contar-lhes a verdade, meus caros amigos leitores: nunca gostei de contos de fadas. Não gostei das princesas, muito menos, das histórias da Disney. Sempre preferi fábulas e suas morais. Se houve uma princesa que, depois de muitos anos, me simpatizei? Houve, esta era Mulan. Por quê? Porque Mulan lutou pelo o que é certo, mostrou que, às vezes, nos sacrificamos por quem mais amamos para que eles fiquem bem e seguros.
A verdade é que sempre fui descrente no amor, sempre acreditei que ele era uma dor disfarçada e sorrateira que nos pegava de supetão e nos fazia sofrer. Tive a comprovação dessa tese de “amor” quando ainda muito pequena, então nunca acreditei que o “amor verdadeiro” pudesse realmente existir.
Não sei como, a criança que há em mim nunca morreu por causa disso. Acho que ela realmente esperava a comprovação que estivesse errada ou algo do tipo.
Até que esse dia chegou... Eu o conheci, tudo mudou e eu me apaixonei. Meu príncipe encantando não era tão encantado assim, tinha lá seus defeitos, mas suas qualidades me fascinavam.
Mesmo com todo o brilho e o encanto de estar vivendo um conto de fadas, sempre a maldita da distância nos botava à prova. Às vezes, era até mais de uma vez por semana.
Agora; a distância ainda nos põe à prova; a criança não morreu mas age como adulta para resolver os problemas sem que ele se machuque, embora seja difícil... A criança virou adulta, porque ouviu uma vez que para serem felizes para sempre, às vezes, necessita-se fazer o necessário e se tornar um pouco miserável e infeliz. Embora, a criança faça mais que o necessário, ela se sacrifica para serem felizes, mesmo que ele não saiba, ela fará sempre de tudo (o possível e o impossível, até mais um pouco) para que ao menos ele seja feliz.
Ela sempre diz a si mesma, todas as noites, enquanto reza:
“Você não está sozinho. Unidos, venceremos mais uma vez a distância, eu sempre estarei aqui do seu lado, você sabe que eu estarei a segurar a sua mão.
Quando fizer frio e parecer que é o fim, quando não tivermos para onde ir, você sabe que eu não desistirei. Não está acabado.
Continue aguentando! Porque você sabe que conseguiremos. Continue sendo forte! Porque você sabe que eu estou aqui por você.
Não há nada que possamos dizer, não há nada que possamos fazer, não há outro jeito quando se trata da verdade; então, continue aguentando firme! Porque essa espera nos dará uma grande recompensa.
Você está tão longe! Eu sempre desejo que você estivesse aqui, antes que fosse tarde demais e este amor desaparecesse. Antes que as portas se fechem e chegue o fim, eu estarei ao seu lado lutando e te defendendo. Até o fim, até não poder mais...
Continue! Aguente firme! Você é forte!
Escuta o que eu digo, e eu digo que acredito. Nada irá mudar o destino (eu acredito que o nosso destino é viver juntos), mas o que quer que ele nos apronte, nós resolveremos perfeitamente. Eu acredito no meu amor por você e acredito que ele é eterno, por mais que o destino nos separe...”
É assim que a criança passa seus dias. Ela não morreu, só amadureceu para que pudesse cuidar dele da melhor maneira possível, porque é com ele que ela pode ser feliz e o que ela mais quer é que ele seja feliz.

Ana Luiza Pereira

Mundinho que te quero meu


Meu mundo, meu ar;
A ti quero falar:
Desculpar-me pelo meu egoísmo
E por sua beleza de azul-verde indo para o lixo.

Risadas e música, quero escutar
Para te alegrar
E esquecer que existe fome e misérias,
Guerras, entre outras coisas sérias.

Suas feridas e doenças quero curar;
Só será preciso parar de desmatar
E, novamente, o verde replantar.

Quero retirar todas as drogas que te consome;
Para em ti me viciar
De beleza, música, sorrisos...

Quero parar com esse conceito de maior e menor,
Melhor ou pior;
Desigualdade não leva a nada!
O que mais vale: dinheiro ou viver a vida animada?

Minhas armas são flores,
Fuzis e pistolas só trazem dores.
Quero parar com essa guerra constante
E continuar minha vida andante.

Me alimento de esperanças em ti,
Mas e aqueles que não tem o que partir?
Passam fome nas calçadas das ruas,
Nem tem muitas coisas para chamar-te de tuas.

Quero parar com seus problemas,
Mudar as leis e todos os seus dilemas,
Quero te colorir
E ver todos sorrir;
Quero parar de ver cinza e preto,
Porque isso dá medo;
Quero jogar tudo isso para longe
E nunca mais dizer: “Somewhere I belong”;
Porque sei que este mundo pé meu,
Basta cuidar...

Ana Luiza Pereira

Feito no dia 30/01/2008.