Ventos do destino


Sinto seu amor esvair-se pelos meus dedos. Sinto o peso da distância sob minhas costas forçando mais e mais nossa separação.

Estou correndo atrás. Contra o vento, contra a corrente, contra o destino, contra tudo e todos.

Já estou cansada, sem ar, sem forças... O destino me obriga a desistir, já não tenho mais forças o suficiente para lutar.

Ficar para trás enquanto os ventos do destino te levam para cada vez mais longe de mim; já me acostumei com essa mórbida ideia. Faz parte da minha vida desistir e ficar para trás enquanto zombam de mim.

Ficarei aqui, sentada. Até que os maus ventos do destino parem de assoprar o quanto sou inútil e fraca. Quem sabe isso não seja o melhor que eu possa fazer?

Ana Luiza Pereira

O que é o amor, afinal? (Texto por Guilherme Espinosa)


Um sentimento que a maioria desconhece. Um sentimento que todos dizem sentir, que todos parecem expressar ― mas na verdade, nenhum desses o conhece. Nenhum desses tem noção do que está falando quando diz “eu te amo”, quando se diz amando. 


O que é amar, afinal? 


Outra vez, desconhecemos. Nós só conhecemos a paixão, o encanto. A mágica, o pó que cobre nossos olhos quando olhamos para outra pessoa. E essa venda cai, e então nós vemos: É, eu não sei o que é amor. Eu não sei o que é amar.


Mas isso nunca serviu de lição para a maioria, pois todos eles persistem no mesmo erro: Dizendo amar a cada resquício encantado que aparece. Iludindo o outro, se auto iludindo. E quando a venda cai, é aquela desilusão.


Normal. E logo passa. Sabe por quê? Porque nunca houve amor ― pois amor supera tudo. Supera diferenças, costumes, manias, exageros. O amor rompe barreiras, atravessa fronteiras. O amor é indiscutível, o amor é plausível.


Já o encanto, é só mais um mal do mundo.


Guilherme Espinosa


Texto feito pelo meu amigo, Guilherme (o CRÂNIO), e descrição de uma comunidade que ele mesmo fez.

VIDA


Foi bem assim. Eu; pessoa lerda ao teclar com as amigas. Uma delas, feliz, veio me falar dos amigos da escola. A outra continuou o assunto enquanto eu, eu simplesmente com raiva dos acontecimentos queria cortar.

-Um deles está online. – disse ela para gente.
-Põe ele aqui, quero conhecer! – disse a outra, insistente para conhecer novas pessoas.

E assim se fez. Ela te pôs na conversa. Dizemos “oi” um ao outro, mas nem liguei muito. Logo tive que sair, você me adicionou, eu aceitei mais pela força do hábito (e por querer saber das besteiras de minha amiga).
Depois começamos nos encontrar online. As conversas não paravam mais no “Novidades?”. Percebi que você era uma pessoa legal, simpática. Ali se criou um sentimento de amizade por você.
Sacaneamos, juntos, nossa amiga em comum. Irritamos mais e mais ela por acharmos divertido.
Temos o mesmo gosto, o mesmo estilo. Mas a distância nos obrigava a nos ver pela web.
Até que você começou a me elogiar, até demais. E eu? Eu comecei a ficar sem graça (coisa que não é normal)...
Até que percebi. Percebi a enrascada que tinha me metido... Estou perdidamente apaixonada por você sem ao menos te ver, sentir.
E assim vivo, esperando por você cada segundo, para mais uma vez encontrar-te online. Mas a esperança de um dia te ver novamente, esta única esperança, ela não acaba!

Ana Luiza Pereira


Texto baseado em fatos reais.

Trilhas


A vida é feita de escolhas. Trilhas e trilhas que percorrermos todos os dias de nossas vidas.
Algumas cheias de pedras, altos e baixos. Outras escuras, sem esperança ou sinalização por onde devemos andar.
Algumas parecem ser “atalhos” aos nossos mais gananciosos desejos, mas são mentiras.
Tombos, cansaços... Tudo isso acompanha as mais diversas estradas da vida.
E é triste quando vemos que há gente que morre na beira desta estrada sem ao menos saber o que há no fim.
Pessoas que desistem e percorrem a vida em círculos pensando que levará em algum lugar.
E quando o caminho se divide em dois? Não sabemos qual seguir... Dúvidas sobre qual escolher nos acercam e assombram constantemente. É normal.
Mas uma coisa eu já aprendi no meu pouco tempo de estrada; nunca desistir. Pois os desistentes ficam para trás e perdem o que a vida pode nos oferecer de bom; lindas paisagens e felizes momentos que, por mais que sejam passageiros, duraram o bastante para se tornarem inesquecíveis a nossa memória.

Ana Luiza Pereira


Eternos amigos (Música de Anjos do Resgate)


Se eu tentasse definir o quão especial tu és pra mim
Palavras não teriam fim
Definir o amor não dá
Então direi apenas obrigado
E sei que entenderás

Precioso és para Deus e para mim
Se acaso precisar podes contar comigo
Precioso és para Deus e para mim
Que a fé de Deus nos faça eternos amigos

Quero e vou renunciar parte de mim mesmo para ser
Muito mais contigo
Sabes bem quem sou e como sou
Por favor insista em me perdoar não desista de me amar

Dalvimar Gallo

Música de Anjos do Resgate.