FODA-SE!


Foda-se o que pensam de você!
Foda-se o que pensam mim!
Minha vida não é dar prestígio a ninguém
Eu sou eu,
Você é você
E assim vivemos a vida
Não dando satisfação a qualquer porra de pergunta

Sou assim mesmo!
Quer me mudar?
Não vai conseguir
HAHA!

Sou assim mesmo!
Quer me mudar?
Não vai conseguir
HAHA!

Queria ver sua cara
Quando eu ligo bem alto
O FODA-SE

Porque ninguém tem que dar satisfação a ninguém

Ana Luiza Pereira

Sapo

Ontem saí na rua. Precisava espairecer com a minha solidão. Mas onde quer que eu olhava; só via casais a andar ou estar abraçados a conversar, voltei para casa.
Liguei a TV. Nada de bom passando. E na platéia mais e mais casais a se beijar, fui para o quarto.
Comecei a conversar com minha mãe. Papo bom, papo reto. Veio meu pai com um presente e minha mãe ficou com o sorriso aberto. Fui para minha cama.
Tranquei-me sozinha na minha vasta solidão. Peguei meu companheirinho e o beijei, ele não era uma pessoa, mas é o sapo que sempre amei.
Invejava mortalmente aqueles casais, felizes sorridentes a se beijar. Enquanto eu só tinha meu sapinho de pelúcia que estava a abraçar.
Quem sabe ele não vira príncipe? Quem sabe eu não vire princesa?
Quero viver no conto de fadas! E no cavalo branco dele passear no mundo irreal.

Ana Luiza Pereira
Baseado em fatos verídicos.

Pensando em você


“Será que ele fica a pensar em mim?” Pensava ela enquanto ela escrevia em seu diário. “Ele gosta mesmo de mim?”
“Será que ele ta com saudades de mim?” Ela se balançava na pequena rede enquanto se indagava.
“Ele disse que me ama. A gente se beijou... Foi tão mágico!”
Tudo na relação daqueles pombinhos fora tão mágico. Ela apaixonada, ele também. Suas imperfeições completavam um ao outro.
Hoje? Hoje foi o primeiro encontro deles.
Conheceram-se pela internet e se apaixonaram...
“Durou o bastante para se tornar inesquecível!” Sonhava ela com os abraços reconfortantes dele.
Namorado. “Meu primeiro namorado...”

Ana Luiza Pereira



Para meu futuro namorado... Desde já; Eu Te Amo!

Solitude


Solidão;
Nome doce...
Dado ao único sentimento
Capaz de corroer-nos
Até não conseguirmos mais rastejar por esta terra.

Solidão;
Vazio frio
Que nos faz pensar
Em qual seria nossos erros
Quando estamos a uma janela e todos a brincar.

Solidão;
Suave música a falar nos nossos tímpanos.
Solidão;
Pequeno amigo que me acompanha onde quer que eu vá.
Solidão...

Por que não me deixas em paz?
Por que não deixas eu ter uma VIDA?
Por que não me deixas sorrir?

Quero livrar-me de ti.
Mas como?
Solidão,
Entendo-te que moras em meu coração.
Mas também sou humana
E sei que não posso entregar um coração
A um alguém sendo que ele já pertence a outro.

Ana Luiza Pereira

Foto: Ana Luiza Pereira no CTUR.

Ó Remanescente Flor Branca


Rosa Branca, sua brancura mostra quão pura és... Mas fora manchada há muito e muito tempo.
Uma única mancha. Um único erro em seu passado lhe fizera diferente de todas as outras. Um único e pequeníssimo tropeço lhe deixara diferente... Ou será igual?
Somos flores errantes machadas desde que o mundo criara o conceito do que é sociedade, enquanto tu, ó Brancura, tinha em suas mãos a escolha de ser a remanescente de nossa espécie.
Poderias, muito bem, viver com aquela pequena mancha que adquirira durante sua vida, mas por medo da solidão, preferiu ter um passado manchado para não ser notada na multidão. Preferiu ser uma flor manchada com sangue para que fosse só mais uma em uma vasta sociedade hipócrita.
Por que Flor Branca? Por que escolheu isso a sua vida?
Não sabes a resposta...
Mas eu sei. A diferença nunca é igual a todos; uns aceitam, outros não. Seu medo é de ser a única remanescente não aceita. Seu medo, ó Flor Branca, é de morrer sozinha.

Ana Luiza Pereira