Pensamentos de mim mesma

Hoje parei para analisar a condição humana e suas complexidades.  Embora não seja a primeira vez que faço isso, hoje eu tive uma visão diferente...

Não sei explicar, mas esta condição de que vos falo me irrita tanto! Somos egoístas, ingratos, hipócritas... Como dizia minha avó; somos o que é de “ruindade” nesse mundo.

Não pense que falo isso numa visão de superioridade, pelo o contrário, digo isso porque me julgo. Não sou perfeita para ser deus, e nem desejo ser um deus um dia. Apenas me julgo porque o julgamento de si próprio me fascina. Há tanto erros que tenho para reparar, embora muitos sejam de fábrica.

Há muitas vezes que, ao me deparar com alguma cena triste na rua, como uma mendiga magra, seja por fome ou pelo crack, sendo mãe e amamentando seu bebê; dando a aquele ser uma oportunidade de viver e lutar nesse mundo cruel demais para ele e, talvez, simples demais para mim. Encarar tais cenas cotidianas, as vezes, quando o egoísmo fala mais alto, me faz agarrar mais e mais aos luxos que tive e ainda tenho, em outras vezes, me deixa tão indignada com a desigualdade de oportunidades que a criança tem comparada a mim que perco o sono querendo gritar para o mundo ouvir; então escrevo.

Sei que palavras não mudam o mundo, mas palavras mudam pessoas. E, quando digo isso, não digo em questão de rótulos, julgamentos ou coisa parecida. Digo isso porque certas palavras ditas em horas erradas machucam e, tal dor, muda e desmuda qualquer um que possa senti-la. Porém, palavras certas ditas em qualquer hora deixam o dia tão colorido quanto o sorriso que pudera ter arrancado.

Dizem para mim que eu sou uma ótima escritora, mas eu digo não; esse é apenas um dom. Digo palavras escritas para poderem ser lidas e ouvidas ao mundo. Porém, como escritora, conheço o poder das palavras certas e das certas palavras; afinal, esse é um princípio básico.

Contudo, o universo das palavras me fascina tanto que não paro de pensa-las e, muitas vezes, cantá-las na minha cabeça. Prendi-me de tal modo a este mundo de palavras que não me dou mais bem pronunciando-as, mas escrevendo. Acho que meu pensamento ao escrever sabe escolher exatamente as palavras certas, enquanto, ao falar; digo são as certas palavras.

Acho que tudo o que disse foi besteira. Um pensamento solto que, por algum motivo que não sei, tive que escrever em plena madrugada. Todavia, tudo o que disse foi para expor a minha complexidade e minhas verdades, enquanto o meu julgamento de mim mesma está apenas começando...

Ana Luiza Pereira

Vendo minha voz

Nós somos o poder e não apenas insetos
Queremos vencer e mandar um papo reto
Queremos coisas coisas legais
Que não sejam apenas internacionais

Queremos ser lembrados
Pela glória do nosso suor louvados

Ofereço a minha voz,
A voz da mudança
Do povo a esperança
De um mundo melhor.
Ofereço a voz
Do fino requinte,
Do povo o palpite
E dos que fazem com suor.

Vivemos num mundo capitalista,
Rodeados de pessoas materialistas.
Será que esse é o caminho da conquista
Do progresso sensacionalista?

Ana Luiza Pereira

Monstro de pedra


Hoje sonhei com um monstro de pedra que me fitava com maus olhos. Acordei no susto dos olhos dourados do gigante olhando fixamente a minha alma e comecei a pensar. Temos, de fato, bestas interiores, nas quais, a luta contra elas se torna infinita e até cansativa. Mas por que sonhei com um titã? Então, parei, olhei para mim mesma e cheguei a conclusão que certos medos meus estão tão solidificados e magnânimos que apenas a ideia ou o nome deles me faz tremer na base. Olhar em seus olhos, por mais frios, com brilhos malévolos ou horripilantes que sejam é a única saída de enfraquecê-los. Porém, cadê a Dona Coragem para apertar minha mão agora?

Ana Luiza Pereira

Viva aos tolos!


            Alguns consideram o Brasil como um país ainda “subdesenvolvido”, outros o Brasil está “em desenvolvimento”; não importa o termo, eles escondem muitas coisas.
            Não importa qual termo usemos; a mídia também é controlada e não mostra toda a bagunça na Câmara e do Senado no alto do Planalto da Alvorada. Chamam os que estão ali de “171”, ou seja, leva as pessoas no papo e, sinceramente, não estão errados. Muitos que estão ali porque prometeram algo importante na sua gestão que até hoje não se vê obras ou melhoras. Eles prometem fazer nosso país crescer e adotar o termo de “desenvolvido”, mas se esquecem de que para isso necessita-se de bem mais do que cuidar da economia, mas também da educação, a renda per capita, das condições de trabalho, saúde, etc. Tudo isso, ajuda numa melhor economia e num melhor estilo de vida para as pessoas desse país.
            A verdade é que as pessoas desse país pensam que o Brasil melhora apenas com seu andar crescente econômico, pensam que só assim eles verão o dinheiro dessa economia em seus bolsos e esquecem que em Brasília há uma roubalheira do dinheiro público, que usamos esse dinheiro para manter um status em relação a outros países ou, até mesmo, pagar dívidas externas, seja nossa ou não.
            Tolos! Sim, somos o país dos tolos, pois não pensamos antes em votar, não no presidente, ele é apenas uma figura representativa do país, mas nos senadores e deputados. Afinal, quem aprova as leis é a Câmara e o Senado e não o presidente. A população apenas se contenta com o que vê ou ouve na mídia, se esquece de procurar mais fontes de como é o candidato, o que ele já fez e afins.
             Então, minha cara população brasileira, se não fizeres isso, eu proponho uma coisa: mudemos nossa bandeira; “Desordem e Regresso”, está mais em alta por essas bandas ultimamente.

Ana Luiza Pereira

Discursando sobre fé

Imaginem uma vela e sua chama incandescente e a guardem em seu coração.

Antes de discursar sobre qualquer coisa, partamos do princípio que não há homem sem fé. Na matriz do psicológico da humanidade; ter fé, acreditar em algo (que seja Deus, ciência, destino ou, até mesmo, em si) nos motiva a seguir em frente e o homem não é nada se ele não tem nada para superar. Somos imperfeitos, mas com fé podemos ser sempre melhores do que somos hoje.

Eu, como pessoa, acredito que ter fé é acreditar naquilo que você acha ser verdade. Creio em Deus, Ele é o Pai verdadeiro, eu creio em Jesus Cristo, nosso irmão que se fez humano para nos ensinar a amar, eu creio em Maria, nossa Mãe intercessora que nos guarda junto do Pai e creio no Espírito Santo, que nos ilumina na nossa caminhada de conversão a Deus e que, um dia (se Deus quiser!), vai me mostrar as respostas que procuro. Pessoas acreditam na ciência e creem nela como a verdade do universo e assim vai...

Porém, filósofos como Nietzsche, que era ateu, e Voltaire, como deísta (que crê em Deus como criador, mas não nega que o mundo é regido por leis naturais e científicas); tais filósofos "não-cristãos" diziam que religião é uma forma de dominação e retenção de poder e que apenas seres inferiores procuram na religião para uma espécie de consolo. Não discordo de nenhum deles.

Sim, a religião, principalmente a Católica Apostólica Romana foi sim uma forma de dominação e retenção de poder comprovado pela História Mundial. Veja a Idade Média; basicamente, quem mandava no povo era a Igreja feita por homens que usavam o Santo Nome de Deus em vão. Mas, o nosso Santo Padre, o Papa João Paulo II, se ajoelhou pedindo perdão pelos os antigos erros da Igreja para os descendentes da mesma sociedade dominada pela religião no século XV. Quem de nós o perdoou é poque teve fé em suas palavras, quem perdoou é teve amor e quem tem amor tem um pedaço de Deus. Contudo, ele poderia não ter feito, afinal, já haviam se passado cinco séculos da Idade Média, mas sabe-se lá o porquê...

E, sim, somos seres inferiores. Eu sou uma formiga operária trabalhando em prol de uma comunidade cristã fraterna. E por muitas e muitas vezes tive minha vela, que eu chamo de fé, quase se apagando por alguma razão que hoje não lembro mais. Por muitas vezes, eu ajoelhei e clamei a Deus respostas, uma salvação de algum aperto, consolo ou algo parecido e, quando a ajuda divina não vinha de imediato, eu duvidava, mas quando vinha, eu me esquecia de agradecer. Isso me faz ser pequeno, inferior; uma simples formiga.

Enfim, fé é sinônimo de muitas coisas. Já vimos que é sinônimo de motivação, superação, verdade, perdão, amor... Mas falta algo. Fé também é sinônimo de aprendizagem. Não há cristão que não creia na Sagrada Família, que não tenha uma imagem dela como exemplo em sua casa e que não reflita vez em quando do que falta para nossas famílias chegarem perto da santidade que foi a família de Jesus. Ter como exemplo a Sagrada Família é aprender a honrar a família que tens, amá-la, prezá-la, zelá-la e, acima de tudo, respeitá-la. E assim se estende a todos os Santos e Beatos que nós queiramos como exemplo para nos ensinar algo.

Feche os olhos novamente e lembre-se da vela que falei no início. A vela que eu mandei que você imaginasse é a situação da sua fé hoje e eu não sei como ela está, porém, se minhas palavras fizeram essa chama incandescente brilhar mais vívida é porque cumpri minha missão que Deus me incumbiu, porque eu admito a minha condição de ser ferramenta do Espírito Santo de Deus e passar o que sei e sinto, mas agora é a sua vez.

Ana Luiza Pereira