Ele vs. Ela (IX)


Ele: Nossos corações estão batendo forte...
Ela: Eles não estão batendo forte, eles estão normais.
Ele: Não é o que parece...
Ela: É porque, com o cotidiano corrido, você nunca pára para ouvi-los, só quando está comigo.
Ele: E será para sempre...

Ana Luiza Pereira

Lástima da discórdia

Por mais que ninguém me ouça, por mais que ninguém acredite, digo ao mundo minhas lástimas, que a Deus e aos céus eu suplico.

Na vida me perdi
Mas nem sequer me encontrei
Apenas vi
As coisas que não guardei:

O amor que perdi,
As coisas que me arrependi,
O egoísta que fui
de não fazer o que pude...

Agora perdi
Tudo que amei,
Agora aprendi
A valorizar o que ganhei.

Destino, por Deus,
Oxalá, Lúcifer, Céus ou Zeus,
Traga de volta
Uma possibilidade remota
De ser feliz e fazer o bem
Ao lado da mulher que quer meu bem.

Ana Luiza Pereira

Olhares (escrito por Gabriel Porcino dos Santos)

Quanto mais eu ando por aí
mais eu procuro pelos seus olhos,
mas os que encontro,
não tem os teus olhares
e quando os encontro,
me reencontro perdido,
andando por aí.

Estou aqui,
procurando seus olhos,
desejando seus olhares
e te amando em cada detalhe.

Gabriel Porcino dos Santos

Confissões de uma menina perdida


Um dia percebi que a vida era bem mais que as paredes do meu quarto, e me assustei. Me isolei num mundo fantasioso, só meu e de ninguém mais. 

Não queria acreditar que atrás daquelas paredes tinha aventuras bem maiores e mais severas que a minha imaginação. Não queria ver que, na verdade, eu deixei de viver e virei escrava de meus medos. A verdade é que eu não quero crescer. 

Virei um Peter Pan com uma Terra Do Nunca mais acessível que a segunda estrela à direita, até o amanhecer. Até quando eu poderei viver nas minhas fantasias? A verdade é que eu tenho medo de responsabilidades. 

Eu sei que um dia eu terei que viver a vida além das muralhas enormes do meu quarto. Posso me assustar com a possibilidade, mas Peter Pan não morre, por mais que envelheça, e o que há em mim vai sempre me levar para as muralhas da Terra Do Nunca mais acessível que a segunda estrela à direita. Basta eu acreditar e me conformar em crescer.

Ana Luiza Pereira

Interminável batalha


Não há batalha mais difícil do que lutar contra você mesmo, contra seus demônios, contra seus vícios, seus medos e seu ódio. Ver-se no espelho sendo abraçada por uma dor, solidão e loucura é, no mínimo, desesperador. Deixa-se entregar nesta batalha é, no mínimo, burrice.

Ana Luiza Pereira