A Educação cai por doente nesses anos cujo calor
tropical do nosso Brasil vem aumentando.
Preocupada,
procurou vários médicos para se tratar e, até mesmo, especialistas. Uns faziam
da situação um verdadeiro descaso; não movia nenhum músculo, apenas permanecia
sentado atrás de sua mesa, lendo seu jornal e ouvindo as reclamações da
Educação.
Por passar
tempo demais aturando esses médicos que não se preocupavam com sua saúde,
apenas com sua estabilidade financeira, a Educação começou a ser mal-educada; dava
respostas, esqueceu-se dos gêneros, números e conjugações. Porém, ainda assim,
procurava doutores e mestres para se tratar. Poucos a ouviam. Menor ainda é o
número que lutava pela sua melhora. Brigavam com o seu chefe, o Governo, o dono
do descaso que usava do dinheiro público para outros fins.
- Cadê a
democracia? – diziam certas pessoas indignadas.
Mas respostas não obtiveram, apenas o silêncio
constante das autoridades que pensam mais na economia do que na saúde de seu
povo ou na pobre da Educação.
Quem vai gritar? Por essa saúde falha... Quem vai
gritar? Pela Educação doente... Por mais que o povo se una, suas vozes ainda
são fracas contra o chefe autoritário e individualista, porém, eu sei e você
também, que a voz do povo abala o poder de qualquer governo ineficaz.
- Segure as pontas, Senhora Educação! Com o povo
lutando por ti, sua saúde há de melhorar!
Ana Luiza Pereira