Conclusões

Às vezes agir por impulso é a pior coisa, mas na hora que agimos não pensamos nas consequências. O fato é: somos capazes de assumir as consequências? Por mais que nos doa ou seja aquilo que mais temamos e fizemos de tudo, demos carne e sangue, para não acontecer; estamos, de fato, preparados para enfrentar? Imersa em lágrimas e nervosismo, eu sei a resposta, mas não quero admitir. A verdade é que eu te amo, mas sinto que vamos nos afastar, de um jeito ou de outro... Então, só posso dizer em meios as lágrimas e soluços meu tão temido e adiado; adeus...

Ana Luiza Pereira

Desabafo em versos

Odeio admitir
Mas odeio agir,
Impulsivamente,
Animalescamente.

Odeio odiar
E as coisas que posso fazer assim.
Prefiro amar
E cair nas desilusões sem fim.

Na boa vida,
Por que testar?
Já basta esta raiva contida
E essa minha vontade de brigar.

Já provei que sou forte,
por que testar mais?
Me fazer de boba da corte
E correr por algo fugaz

Mas parece que estou presa,
Acorrentada,
Por um amor aprisionada
E pelas ilusões arremessada.

Eita ciclo vicioso!
Mas agora sinto este ódio gostoso,
Não do fim,
Mas de alguém que não se decide, assim
Vivo,
Amando,
Chorando
E não me arrependendo...

Ana Luiza Pereira

Abismo

Engraçado... Um tanto engraçada a vida. Vejamos; do nada conhecemos alguém; do nada esse alguém se torna importante; do nada esse alguém sabe tudo de você e vice-versa; do nada vocês são mais do que melhores amigos, são como irmãos... Aí vem a vadia da vida e mexe seus pauzinhos, vocês (do nada, como tudo no início) se separam. Nisso, por alguma razão, passam-se meses e até mesmo anos, sei que você sente falta daquele amigo/irmão, mas e a pessoa? Mas sei de uma coisa, uma hora, vocês se reencontrarão e será estranho, muito estranho... É como se esse tempo sem contato formasse um abismo entre os irmãos antes inseparáveis. É doloroso, mas a pessoa se torna uma completa estranha. Posto isso aqui porque sei como é, já vivi e presenciei várias vezes isso. Ontem eu apenas relembrei um pouco dessa dor... Rezo? Sim. Rezo para que tudo mude novamente, que "o estranho" se torna menos estranho e que voltemos a ser e sentir aquele sentimento de fraternidade inseparável.

Ana Luiza Pereira

Assombrados


Às vezes penso que somos amaldiçoados a ser o que somos, sofrer o que sofremos, agir como agimos... Vivemos na floresta escura, vazia, assombrosa de nossos pensamentos e subconsciente, tentando sempre fugir de nós mesmos e de nossos medos. Começo, então a pensar que o maior medo de nossa vida é descobrir quem de fato somos e do que somos capazes. Vemos atrocidades acontecendo no nosso dia-a-dia e, às vezes, nos perguntamos: Será que nós também somos capazes disso? A resposta é óbvia; sim. Somos todos humanos; lembram-se? Um animal desenvolvido e racional que usa a racionalidade para beneficiar a si mesmo. Onde estamos em nossos pensamentos quando nos demos conta disso? Fugindo, óbvio. Sempre estaremos fugindo da certeza que vivemos e morreremos um dia. Afinal, em nossa floresta do subconsciente, não existe o amanhã...

Ana Luiza Pereira

Medrosa


Eu admito: sou medrosa. Vivo cercadas de medos, presa numa torre, então eu não faço nada, apenas espero. Espero o abraço do Príncipe para me acolher e espantar os medos.

A verdade: já fui mais corajosa. Mas acho que gastei minha coragem na cara-de-pau que eu utilizei durante os anos e hoje acabou que me rendo ao medo.

Quer outra verdade? Sou orgulhosa. Prefiro me martirizar e morrer de medo do que perder. Mas hoje eu aprendi que é melhor perder e orgulhar de si mesmo mais tarde do q se machucar mais e sempre.

Não entende minhas palavras? Enclausure-se em seus medos que você saberá. Caso ao contrário, deixe essas meras palavras saírem pelos ouvidos que entraram...

Ana Luiza Pereira