Masquerade


Nada melhor que um baile de máscaras! Mas não precisamos do baile para ver as máscaras... Por quê? Ora, vejamos... Num baile, você vê rostos de papel desfilando, pessoas se escondendo do mundo...
Mas não precisamos de máscaras de papel... Já somos mascarados sempre! Somos diferentes, de fato. Rostos de diferentes tonalidades em diferentes formas caminhando à nossa sombra do espelho. Olhe ao redor! Nem todo sorriso é verdadeiro, nem todo olho tem brilho e cor, nem todos gostam de roxo, nem todos são bobos ou rei, diabo ou anjo, rainha ou padre...
São rostos! Rostos mascarados! Mascarados por algum sentimento, algo maior e talvez incompreensível para quem vê de fora.
Mas, essa, é a sua vez Mascarado! Dê uma volta no carrossel da vida, dentro desta corrida desumana, e deixe sua máscara cair... Quero ver quem você é, se tens ou não aquilo que te define homem: caráter.
Olho dourado? Roupa azul? O verdadeiro é falso quando se usa máscaras. Quem é quem? Sabes responder? Lábios carnudos, vestidos rodados ou cara de palhaço?
Diga-me o que procura... Mas eu só vejo rostos! Rostos mascarados bebendo o que tinham para beber até se afogarem na própria angústia que anseiam pela ressaca.
Mascarado; sorriso amarelo dissimulado; escolha o espetáculo da vida (o qual você conhece muito bem) e deixe isso maravilhar você.
Mascarados; olhares intensos ao meu lado! Mascarados! Sombras em ebulição nas suas mentiras sussurradas. Mascarados; vão e engane a todos, até os amigos que mais te conhecem. Mascarados; sátiros e sorrateiros com indagantes olhos.
Mascarado; por mais que você tente correr e se esconder, sempre um rosto te perseguirá...

Ana Luiza Pereira


Inspirado em Masquerade do filme O Fantasma da Ópera.

Primeiros meses - Acontecimentos...


Sinceramente, os fins dos meus dias passavam-se mais rápido, também, mais prazerosos.
Aos poucos, comecei a ser “conselheira amorosa” de Kaique. Sim, ele tinha paixão... Uma garota do mesmo estado que ele, porém, do interior. Tentei até conversar com ela; não gostei. O santo não bateu... Principalmente porque ela sempre mandava indiretas nos tweets. (Não gosto de indiretas, prefiro que falem na cara).
Enfim, por mais que algo em mim gritasse dizendo que ele era especial e que eu sentia um certo “ciúmes” do jeito que ele falava dela, mas, eu mesma não podia proibi-lo de amar. Eu mesma tinha muitos problemas amorosos a resolver... A começar dos meus. Eu estava gostando de um garoto da minha turma, Kaique sabia das minhas investidas e tudo mais. Mas, logo, tive minha decepção; esse garoto mudou e virou a coisa que mais odeio: narcisista.
Tirando isso, ainda tinha minha antiga paixão que ia e voltava. Ele se aproveitava desses meus momentos de carência (momentos que eu estou frágil) para se aproximar de novo de mim, me dar esperanças e logo desaparecer com tudo para, depois, voltar com a mesma ladainha e a idiota aqui aceitá-lo novamente de braços abertos.
É impressionante! Parece que ele tem uma espécie de relógio interno para desaparecer e reaparecer. Minha raiva dele vem de suas arte-manhas sujas e baratas (e sempre as mesmas) que, ao final, fazia me sentir um verme pútrido e sem valor, deixando-me com má fama e envergonhada de mim mesma. E, eu não entrava em muitos detalhes dessa paixão com Kaique, apenas com amigas de escola e melhores amigas.
Mas deixemos meus desamores de lado e voltemos aos meus problemas reais... Logo eu tinha que encarar meu pior pesadelo e, como eu havia ficado com nota baixa no primeiro bimestre, tinha que ralar muito para consegui me recuperar e não ir de recuperação de meio de ano.
Meu pesadelo: prova de física.
Vou contar uma coisa; prova de física me atormentava de tal modo que eu pedi ajuda para tudo e todos que estavam na minha frente, até que, Kaique se dispôs a me ajudar. É, ensino à distância pelo microfone no MSN! Mas foi até que legal fazer isso...
Ok; vou confessar logo: eu aceitei mais por duas razões; assim eu não saía da net e teria um pretexto para minha mãe para que eu pudesse ficar ouvindo a voz dele. Porque de resto... EU NÃO ENTENDI NADA DA MATÉRIA! Kaique, por fazer um técnico que exige muita física, ele era técnico demais. Enquanto eu, burra, boiava na matéria!!! Mas, falando sério, eu “caguei e andei” para física e deixei para lá. (Mas até que eu tirei nota boa, não sei como!)
De qualquer modo, para o Kaique as coisas não iam muito bem... Ele se declarou a menina e ela, tosca, o rejeitou. Na verdade, ela foi mais baixa, usou suas amigas para rejeitá-lo. Ele, por ser um ‘estouradinho’, se revoltou. Ele é um tipo de sociopata canceriano... Quer matar todo mundo só nos momentos de raiva, nada que um momento de paz não contorne esse pensamento... Enfim, ele ficou mal e eu, como sempre, fiquei triste por ver uma pessoa que gosto tanto mal. Tentei, então, por meu jeito palhaça em prática e fazê-lo rir. Funcionou, como sempre...
Até que chegou agosto, o mês do desgosto para mim. Nesse mês eu me afundei e me perdi na minha antiga paixão que me manipulava para perdições. Acabou que eu fiquei mais envergonhada do que ficava e, como sempre, meu jeito de transpor tudo que sinto; escrevi. Tentei escrever uma forma que não transparecesse que era eu, mas, no fundo, todos que liam sabia que era. Kaique, que já seguia meu blog e lia meus textos, ficou preocupado. Eu, como sempre, desconversei com a desculpa esfarrapada de que era o que aconteceu com uma amiga. Ele, por fim, engoliu.
Mas, logo, na escola e no twitter a brincadeira o casal @Ninha_GP e @kaique_boga já dava o que falar... A tag promovida pelo Wyllian – #ciumesvirtual – crescia a cada dia. E, não é que eles (o pessoal do twitter quanto meus amigos da escola) achavam que rolava algo entre a gente? Nós só éramos amigos... E, como prova, Kaique puxou conversa com Wyllian e levou a tag na brincadeira. (Até hoje Kaique adora o Wyllian)
E, quanto mais dias passavam, mais nós ansiávamos para nos encontrar novamente online e ouvir sua voz... Até que o destino brincou com a gente.

Ana Luiza Pereira

P5hng Me A*wy (Pushing me away)


Eu sei... Eu errei. Mas não sabia que remeteria tais consequências; não sabia que este erro a faria chorar e a nos separar.
Agora, vendo seus olhos cheios de lágrimas (os olhos que tanto admirei), não vejo nada além do meu erro se voltar contra mim e minha culpa me atormentar...
Eu sei; eu menti para você. Eu menti do mesmo jeito que faço e fiz esses anos todos. Eu prometo; este é o último sorriso que dou quando estiver do seu lado.
Tudo se quebra, nosso relacionamento se quebrou... Ele era um cristal e agora está a mil pedaços. Até as pessoas que nunca se cansam, às vezes, ficam esgotadas. Tudo tem que terminar, logo você achará que não terá tempo ou estará cansada demais para ver o desenrolar desta história...
Eu fico aqui, sempre fiquei, mas agora você se afasta. Não importa o que você veja, eu sei; você ainda está cega para mim. Mas eu tentei, como você, fazer tudo o que você queria, agora eu prometo: esta é a última vez que eu levo a culpa por estar com você.
É um sacrifício se esconder atrás de mentiras, mesmo quando as mentiras são aquelas que ferem alguém que você ama e se importa. E eu sei; este sacrifício nunca será reconhecido...
Miserável psicologia reversa falha, é tão duro ser deixado sozinho. Dizer que você é minha única chance de mudar não muda esta situação. Não me sobrou nada além de virar e encarar você chorando...
A culpa me atormenta e me toma, ela me pergunta: Por quê? E não sei responder... Em voz falha eu tento responder a única coisa que me convém: É um sacrifício se esconder atrás de mentiras e este sacrifício não será reconhecido...
Enquanto eu fitar seu rosto choroso em minha memória, só queria mesmo é ter te pedido desculpas. Sinto muito pelo erro que cometi. Mas, agora, desculpas não me convêm, apenas a dor da culpa e da solidão. Elas me puxam para o escuro e me repelem para longe de você.


Ana Luiza Pereira



Inspirada em P5hng Me A*wy (álbum Reanimation) da banda Linkin Park.

Viagem a dois


Queria tanto pegar um carro qualquer e fazer uma viagem a dois... Só eu e você, juntos, rumo ao nosso desconhecido.
Queria tanto que nesta viagem, as noites fossem sem fim. O céu estrelado a cobrir-nos de fantasias e sorrisos, dedicações e declarações.
Quero muito que nossa estrada não tenha fim, que ela seja repleta de paisagens bonitas e românticas e que nenhum obstáculo abata nosso carango velho a andar pelas estradas.
Não queria que esta viagem tivesse parada, mas, às vezes, elas são necessárias. Pois, assim, manterá a privacidade de cada um e não desgastará o que há de melhor em nossa estrada; o amor.
Quero muito, muito mesmo, poder fugir com você, dormir e acordar com você do meu lado. Não me importo com o “desconfortável”, pois meu conforto é dizer eu te amo todos os dias e te ver sorrir e adormecer.
Quero muito fazer desta viagem realidade, mas o destino me obriga a viajar apenas com a imaginação... Você quer me acompanhar? Duvido se arrepender...

Ana Luiza Pereira

Primeiras semanas - Nos conhecendo...


Não sei como ou porque, mas sempre consegui inspirar confiança nos outros, mesmo sendo tão insegura de mim mesma. Foi assim com todos, e foi assim com ele...
Na primeira semana que nós passamos; foram só nos conhecendo e conhecendo... Assim, trocamos MSN e Orkut e ele começou a me contar histórias dele na escola dele ou do prédio onde ele mora e eu um pouco das minhas. Mas as minhas não são tão interessantes e engraçadas quanto às histórias dele...
Logo, sabia de muitos segredos dele e ele poucos dos meus. Conversamos por microfone e a voz dele... Não sei explicar. Apenas achei sua voz linda! E, a cada dia eu o achava menos estranho, porém estranhava a mim: sempre ansiosa para ouvir sua voz de novo.
E o que me deixava mais indignada é que quando eu não o via online ou ouvia, ficava a perambular pela casa tentando suprir sua falta com alguma conversa desnecessária com amigas enquanto ele estava a fazer judô.
Vou admitir; ele era interessante... Tudo bem, o achei estranho na foto, mas ele era interessante, tinha um bom papo, me fazia sentir bem, tinha uma voz linda e ainda por cima se mostrava ser um cavalheiro. Eu estava sonhando? Com certeza eu havia delirado em alguma parte entre o tempo de adicioná-lo no MSN e ouvir a sua voz. Só podia! Eu fiquei estranha perto dele... Esquecia totalmente dos meus desafetos e perdia-me no tempo.
Ele parecia também ter gostado de mim, mas acho que não era da mesma forma. Afinal, eu sou uma louca varrida! (Ao menos, minhas amigas me chamam assim...)
E, todo o dia seguinte, eu chegava com um sorriso no rosto e falava dele aos meus amigos. Wyllian era um dos principais. Eu brincava (ainda brinco) dizendo que ele é meu maridinho e ele via nossas conversas no twitter. Mas sempre sorria, quando via que eu ficava de bom humor ao lembrar-me dele, apesar dos "ciúmes"!
Letícia, Letícia e Polly achavam normal eu conversar com alguém de longe (sim! Ele mora longe de mim) nas redes sociais, só achavam loucura a minha ansiedade e meu sorriso.
Acabou que passei nem ligar mais. Levava tudo na brincadeira... Ainda assim, minha ansiedade de encontrá-lo online e conversar com ele aumentava ainda mais...

Ana Luiza Pereira