Eu vejo...


No escuro,
eu vejo seus olhos
 e eles me guiam na escuridão.

No meu pensamento,
eu vejo seu sorriso
 e ele me alegra em meio ao tédio.

No frio,
eu vejo seus braços
e eles me abraçam e esquentam os meus.

Na tristeza,
vejo seu ombro
e ele me reconforta e seca minhas lágrimas.

Na alegria,
vejo suas pernas
e elas abram o caminho em meio aos campos para que eu possa correr feliz também.

Na carência,
vejo suas mãos e boca
e elas me calam e me acariciam até eu poder dormir.

Na minha vida,
eu vejo você;
o rapaz que mais amei, amo e amarei,
o único capaz de me fazer feliz.

Ana Luiza Pereira

Lista sem fim


Dentre todas as pessoas do mundo,
eu escolhi você...
Por quê?
Não há explicação.
Eu simplesmente me encantei por você;
seu rosto, seus lábios,
seu sorriso, seu gênio,
sua inteligência, sua beleza...
Há tantas coisas que posso por nesta lista!
Mas, se pô-las, ela não terá fim...
Assim como este amor que sinto;
é infinito!
Meu infinito por você... Bela troca, né?
Vamos fazer um trato;
troco este amor pelo seu coração e sorriso.
Prometo cuidá-los e nunca machucá-los,
afinal, agora eu preciso deles também!
E não consigo mais viver sem...
Trato feito?
Então, venha buscar a surpresa que preparei a você...
O que?
Meu coração.

Ana Luiza Pereira

Eu sei que não irá acontecer hoje à noite...


O céu escuro a chover... Ele chora junto comigo.
A rua sem ninguém e sem luz... Ela retrata como estou: vazia e sem você.
Eu sei que não irei te ver hoje à noite, mas seus olhos me regem na escuridão dos meus pensamentos.
Eu sei que não irá me consolar hoje à noite, mas só de saber que esteve aqui sorrindo comigo já me afaga mais uma vez.
Eu sei que não irei te beijar hoje à noite, mas irei ver as estrelas e ditar cada palavra que dizemos quando juntos.
Eu sei; você não vai conseguir me tirar desta melancolia, mas pode amenizá-la quando disser “boa noite”.
Não sei o que fazer... A única certeza neste momento é que eu já fui dominada pelo medo e a cada palavra doce que dizes será mais uma agulha neste meu coração fraco e cansado de bater.
Por mais que eu tenha medo do escuro, me retiro a ele para poder pensar e poder encontrar a luz de seus olhos de novo...

Ana Luiza Pereira

Alicerce


Pessoas se apegam fácil, fato. Por mais “independentes” que elas sejam, elas precisam nem que seja um ombro amigo para se apoiar.
Elas encontram alguém, elas confiam neste alguém, elas contam TUDO a este alguém, este alguém vira seu alicerce – todo e qualquer apoio elas encontram ali – e quando voltamos acreditar no “para sempre”, do nada, vem a vida com uma bomba – ou pequenas da mesma – mas faz grandes estragos... Estragos enormes, chegando a estraçalhar almas e confiança, fazendo com que as duas pessoas – ou apenas uma delas – se sintam completamente estranhos um ao lado do outro e, por consequência, elas vão procurar outros “alguéns” para serem seus alicerces.
É triste; é. É melancólico; é sim. É dolorido; não há nada nesta vida que não seja dolorido e que não nos deixam cicatrizes. O ruim é que nem sempre essas cicatrizes sejam boas histórias a contar...

Ana Luiza Pereira


"Eu confiei em você e me apoiei em você. Se você for embora, não sei se terei forças para continuar..."

A dor aumenta...


Dor. Uma coisa que eu há muito tempo não sentia, uma coisa que você me fez esquecer...
Não venho aqui culpar ninguém. A culpa não é sua pelo o que pensa ou sente. Você é humano, então, não é errado sentir dúvidas.
Mas há sempre uma coisa inevitável que sempre nos pega de surpresa: o fim. Eu já o vejo aproxima e a dor aumentar, consumir mais meu coração e as minhas lágrimas.
Não quero te forçar a nada, só lhe desejo a felicidade. Uma felicidade que, talvez, você nunca teria comigo. Ainda assim, a dor aumenta...
Não quero te preocupar, muito menos te fazer sofrer! Mas escolher a mim é escolher um caminho tortuoso, cheio de pedras, quedas e falhas. Escolher a mim é escolher um sofrimento, coisa que eu não quero ver em seus olhos de anjo. Mesmo com essas palavras, a dor aumenta...
Não quero te fazer chorar, mas será inevitável com nossos erros e falhas. Ainda assim, a dor aumenta...
Não precisas mais provar seu amor. Eu sei que você me amou; me dedicaste músicas, estrelas, atos, palavras e promessas. Coisas que nunca vou esquecer, coisas que sei que foram verdadeiras e ainda são em alguma parte do seu coração. Sabe aquela carta que você me deu? Dela só restou às lembranças... Lembranças do quanto foi difícil definir o amor e o quanto será difícil se continuarmos assim. Enquanto digo isso, a dor só aumenta...
Sim, enquanto você desabafava, eu chorava descontroladamente. Choro, no qual, não cessou. Choro de medo, choro de perda, choro de dor... uma dor infinita que vinha de um coração que parou de bater, um coração que foi arrancado junto com a minha alma e o brilho das estrelas para que servisse de oferenda ao mais lindo pequeno príncipe e anjo que conheci e amei.
Por favor, não o jogue fora. Isto será a única coisa que restará de mim quando chegares o fim; cuide-o!
E, sim, por mais que palavras doam, estas podem doer mais: não sei se terei uma vida sem a única esperança que tive... te ter.
Mesmo com a verdade, a dor aumenta em dimensões lastimáveis! Dor assim eu nunca senti... mas só avisa o que está próximo e o que tanto temi: o fim do nosso conto de fadas.

Ana Luiza Pereira