Contos de fadas


Eu queria viver num conto de fadas. Onde há castelos, príncipes e princesas... Eu queria poder enfrentar as bruxas, conhecer as fadas e viajar com os piratas...

Eu queria escrever meu contos de fadas, onde não há lobos maus mas há caçadores que ajudam donzelas perdidas. Não há encantamentos, mas há o amor verdadeiro que atravessa os séculos. Não há bruxas, mas há príncipes em busca da garota mais linda do reino.

Há muito pó mágico, muitas asas e muita imaginação que me leve até as estrelas. Haverá um jardim das flores mais lindas onde eu caminharei e cantarei com meu amor, haverá bosques, mistérios e aventuras... Haverá muitas histórias para contar.

Eu queria mesmo era morar na Terra do Nunca, onde nunca cresço e nunca terei responsabilidades. Mas cresci. Meu contos de fadas se esvaeceu... Mas meu príncipe não morreu, ele vive e me ajuda a descer da torre da imaginação todos os dias. Eu o amo, e ele a mim, não há encantamentos e tomara que este amor seja sem fim...

Ana Luiza Pereira

Poder não alcançar


            Já percebeu o quanto que um “não” pode ser dolorido? Todos nós, seres humanos, esperamos um “sim” aos nossos desejos mais impossíveis e desenfreados.
            Sinto dizer-lhes, mas, o “não” é necessário. E MUITO.
            O “não” não significa o seu fracasso, mas uma forma de você tomar um outro caminho para seu sucesso. Com o “não”, nós damos valor ao “sim” e as coisas que temos; aprendemos que nem tudo é possível, mas que o imaginável pode se tornar real; nós crescemos como seres humanos cidadãos, sabendo que uma boa educação é aquela que teve um “não” moderado.
            Enquanto o “sim” deliberado nos faz tirar o pé do chão, acharmos que somos deuses, imaginar que somos capazes de tudo. Quando, na verdade, não somos. Só porque tivemos um ou dois “sim” da vida, não quer dizer que somos capazes de fazer o que queiramos pelo simples fato da vida sorrir à gente.
            Somos humanos, fato, aprendemos com os nossos erros. Mas algumas quedas, provocadas de uns “sim” deliberados, são mais dolorosas que um “não” moderado.
            Não peço para serem sempre sérios, muito menos, serem sempre surreais. Apenas peço que moderem. A vida pode lhe sorrir muitas vezes e você não ver. Temos sempre 50% de sucesso e fracasso, mas como nem tudo é o que parece, um simples “não” será seu “sim” no futuro.

Ana Luiza Pereira

Viagens gratuitas


Amo viajar; amo ver as estrelas; amo ser astronauta; amo ser fidalgo, o cavaleiro, a princesa, o vilão, o índio... Amo brincar, me divertir sem suar.
Amo tocar a terra; dirigir um carro; enfrentar fantasmas, monstros, vampiros; amo ver o anoitecer enquanto ainda amanhece; amo ver as coisas antigas e me sentir nelas; amo desvendar mistérios; descobrir segredos; admirar mulheres e homens. Amo isso tudo e sem me suar.
Amo ser escritor, narrador de mim, leitor dos outros, detetive de objetos... Amo me sentir assim; uma criança fora da idade. E, isso tudo, sem suar.
Eu tenho um passaporte, não custa muito, mas que me proporciona as melhores aventuras. Eu tenho uma cadeira para essa viagem, uma cadeira confortável que me deixa a sonhar sonhos incríveis.
Não enfrento trânsito ou mau tempo nestas viagens. Apenas embarco num barco e me deixo levar no rio. O nome deste rio? Imaginação. O passaporte? Os livros. As viagens? São as aventuras, romances ou histórias de terror que você ou eu possa escrever ou ler.
Não precisa ter muita idade para aprender a gostar de ler, mas é com bastante idade que você aprende a ler e se sente mais jovem com isso. É simples e prático. Não requer muito tempo, mas o suficiente para que sua imaginação flua como um rio e te transporte para épocas inimagináveis e para aventuras maravilhosas.
Como é bom ler!...
E, então, já retirou a ideia que a leitura e chata e entediante? Venha ler você também! Venha descobrir novos mundos e ser o que você quiser, mesmo que a vida te proíba ser o que você sempre sonhou.

Ana Luiza Pereira

Medo


Todos têm medo.
Por menor que seja; todos tem.
Não adianta ferraduras, sal ou trevo
Que é num "não-querer" que ele vem.

O medo das grandes cidades é a violência.
E não adianta um pessoa só ter prudência,
Pois o resto tem a demência
De pensar em si próprio e não ajudar os outros com eficiência.

É nessa estrofe que traduz
O que estou me referindo;
A polícia querendo mandar na "parada".
Mas, no alto do morro, tem muitos inocentes assistindo:
Traficantes de capuz
Querendo drogas e gente armada.

Meu medo não é a guerra civil,
A chacina ou aquele político que mentiu.
Meu medo é perder meu tesouro;
Minha família e amigos valem mais que ouro.

Este medo me persegue, permanece,
Por mais que eu não queira este medo.
Este pesadelo cresce
E se transforma,
E ME transforma,
Do pânico a paranóia,
Do medo a uma triste história.

Ana Luiza Pereira

Feita dia 28/10/2007.

Sonhos (Escrito por Luiz Alberto Pereira)


Sonhos acontecem na vida das pessoas
Para dar sentido e motivação para viver.
O sonho fortalece, anima, revigora é apaixonante
E acima de tudo transpassa o ser humano para
Um mundo platônico, que somente o próprio SER
É apaixonado e nele se realiza.
Mas se o que sonhas não acontecer,
Se outros rumos ou o destino te levares,
Se sua vida tomar outra direção;
Não desanimes! Não se abata!
Eleve seus pensamentos para cima e
Recomece com sonhos mais altos
Sonhar; sempre...
Desistir; JAMAIS...

PORQUE DIAS MELHORES VIRÃO.

Luiz Alberto Pereira