Sonho de um dia de verão


Olho pela janela e não vejo nada a não ser o brilho do sol.
Espero ele enquanto colho flores campestres no meu jardim...
A espera se torna árdua, difícil para quem se ama.
Faço uma coroa de flores e finjo ser a princesa que um dia sonhei quando criança.
Sou sua princesa.
Sento na varanda, meu trono real, e espero pacientemente sem notícias aquele que amo.
Meu príncipe não chega a cavalgue.
O sol a pino não desce e os minutos não passam enquanto espero, agora, perdendo minhas esperanças.
Meu príncipe virá?
Minhas mãos segurando meu rosto em frente a mesinha da varanda me faz olhar em volta e pensar na resposta.
Minha esperança diz sim, o tempo que não passa diz...
Bem, ele apenas me engana.
De supetão, entre o brilho do sol no horizonte não tão distante, uma silhueta vem ao meu encontro.
A pé, não a cavalgue.
Suas roupas normais não retiram sua realeza na minha imaginação.
Na verdade, na minha imaginação, estou usando coroa e um vestido de baile, até o horizonte é um enorme salão de festas e as flores e folhas são pessoas felizes e dançantes.
Um sorriso brota na varanda em frente ao jardim.
É ele. Apenas ele.
Não importa o sol escaldante, a coroa que pinica ou as roupas normais.
Agora, estou em seus braços.
Fechos olhos, minha realidade se fundiu com meus sonhos me trazendo a felicidade.
Agora já posso morrer em paz...

Ana Luiza Pereira

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