É preciso perdoar como se não houvesse amanhã


Hoje, ao pensar, me veio a vontade de dissertar sobre pecados. Toda vez que erramos, dizemos a célebre frase clichê: "errar é humano", por mais animalesco que o erro possa ser ou vir se apresentar. Bem, a ciência diz que o que nos define diferente dos animais é toda a complexidade química e patológica do ser humano. A psicologia diz que a diferença está na existência de uma consciência. Mas, em todas as ciências advertem a existência do lado animalesco em nós.

Contudo, isso não nos faz menos filhos de Deus. O que nos afasta do caminho de Deus é, sem dúvida, o pecado. O pecado não pode só apenas nos afastar do Pai, como nos fazer com que nos percamos no mundo sem escrúpulos. E, enquanto perdidos, não conseguimos ouvir o irmão que está do nosso lado que nos convida a ir à igreja, não conseguimos ouvir o padre ou a Palavra de Deus na missa. E, podem ter a certeza, todo Santo Domingo a Palavra de Deus irá se encaixar em nossas vidas, como um aviso para que aprendamos algo.

A verdade é que, por mais que os pecados sejam provenientes de algum tipo de desejo ou raiva, nossa maior arma é o perdão. Só perdoando a si mesmo e ao próximo que conseguiremos alcançar o perdão de Deus. Só sabendo perdoar é que conseguiremos ter uma vida santa. E, quando digo "santa", não digo no sentido mais puro da palavra que é "uma vida sem pecados", como Maria, mas uma vida digna que busca não pecar e que, às vezes, acaba conseguindo como foi com Santo Agostinho. Cada encontro com o Pai é um recomeço, porém, esse recomeço não serve de nada sem que perdoemos a todos, inclusive nós mesmos, como o Pai nos perdoa.

Ana Luiza Pereira

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