Reencontro

Nunca pensei que fosse assim; um reencontro entre amigas queridas que há muito não se viam. Não sei muito o que falar, mas tentarei descrever aqui:

Vi o passado sob meus olhos e pude perceber a diferença do que éramos e do que nos tornamos. Muita coisa mudou: nossa convivência e pensamentos não são mais os mesmos.

Pude ver os antigos risos de coisas banais, quedas, escorregões, brincadeiras infantis. E agora, a seriedade domina, mas ainda não desaprendemos a rir.

Pude ver lágrimas de dor, saudade e afins. Pude ver o ombro que, por culpa do futuro, desapareceu, mas agora recobrei.

Pude ver... Reviver, sentir. Foi mágico e verdadeiro. Mas não foi comum. Culpei, e muito, o futuro sempre desesperado e nefasto que, de má fé, separou grandes amigas. Até perceber que não foi culpa do futuro.

Sim, muitas coisas aconteceram e passei muito tempo afastada de grandes amigas minhas, mas, se pensar melhor, digo que foi necessário. O tempo levou muito da inocência e da bobeira de criança que era, mas se ele nos trouxe de volta, nem que seja numa conversa qualquer numa tarde, é porque ele queria saber o quão verdadeira era a amizade e por quanto tempo ela suportaria.

Não foi culpa do nefasto futuro levar amigas preciosas para longe, nem de seus pais ou por opção de estudo. Não foi culpa de ninguém. Posso sentir saudades do que éramos e do que fizemos  (e senti, como sinto até hoje), mas o amadurecimento de uma amizade não se prende a passados, apenas vive o presente sem o medo da grande surpresa do futuro.

Ana Luiza Pereira
Dedico as minhas amigas que o tempo afastou: Bruna Gomes, Elza Caroline e Diulia Tex.

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