Angústia

Pensando em Drummond, sei que algumas coisas ele escrevera pensando numa angústia. Algo que ele sentia em seu coração, como um aperto só que bem mais sufocante. Um precipício intrínseco, no qual ele não parava de perguntar: "E agora? E agora, você? (O que você faria no meu lugar?)". Com certeza, o poema de José ele fez para ele mesmo.

É mal de escritor procurar uma forma de exortação em suas palavras, principalmente para a sufocante angústia que não sabemos de onde vem e para onde vai... Na verdade, só sabemos os motivos. Motivos nos quais fugimos o tempo todo. 

E enfrentar? Às vezes chego a conclusão que lutar contra algo que consegue te sufocar é idiotice. Podemos espernear o quanto for, mas ainda há um precipício, um desconhecido a nossa frente. Há duas opções: construa pontes ou se jogue de uma vez. Não veja o precipício como sendo o seu único futuro, pois cada passo que você dera era o seu futuro a segundos atrás, um futuro que você decidira que fosse daquele jeito. Há sempre uma saída... Até os mais tenebrosos sentimentos desaparecem com o tempo.

Ana Luiza Pereira

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