Quero te matar


Penso em mil e uma formas de como te matar.
E todas elas me deixariam minimamente feliz...
Pois quero te matar de beijos, 
e sei que você sorrirá com isso.
Eu quero te matar de abraços,
principalmente com os mais apertados 
(por mais que eu não tenha tanta força assim),
e sei que você gostará disso.
Eu quero te matar de rir,
por mais que eu não seja a maior comediante do Brasil,
e sei que você irá se divertir com isso.
Eu quero te matar de carinhos,
daqueles que te fazem adormecer no meu colo,
e sei que você terá bons sonhos assim.
Enfim, quero te matar com o amor que sinto por você,
e é a existência dele que me deixa minimamente feliz,
já que estou do seu lado e sempre estarei.

Ana Luiza Pereira

Furacão ou pôr-do-sol?


Como um pequeno esfumaçado luminoso no céu, observado por 5 minutos, me puxa para o centro do meu caos mental vivido e sofrido diariamente? É como estar no meio de um furacão, cujas bordas te arrastam e levam para o infinito inimaginável do seu caos. É sim um local de descanso em meio a tudo, por mais que sejam meros 5 minutos enquanto as bordas não me puxam, mas que eles sejam eternos e se repitam, pois são momentos assim que conseguimos achar o sentido das coisas.

Ana Luiza Pereira

Carta à família

                    Irmão e cunhada,

                Eu não tenho muito que dizer além do “obrigado”. Primeiramente, obrigada a Deus por colocar você na minha vida e sendo minha família, assim como, também agradeço a Deus por juntarem vocês dois. Obrigada por tudo que fizeram por mim nesses anos e, antes de minha família, vocês são meus amigos. Obrigada pelo sobrinho que me deram e a oportunidade de ser madrinha dele. Obrigada por estar ao meu lado e suportar minhas crises de ciúmes para com você, irmão, quando começou a namorar e quando fiquei com ciúmes do Miguel também. Obrigada por vocês me aconselharem e me apoiarem... Enfim, de todas as listas a serem descritas aqui, apenas digo “obrigado”.
                Me desculpe pelos meus pensamentos errôneos, palavras duras e/ou atos inconsequentes. Não é e nunca foi a minha intenção machucar vocês alguma vez.
                Sou a irmã mais nova e, apesar de me sentir autossuficiente de vez em quando, sei que tenho muito que aprender com vocês dois. Eu os amo imensuravelmente e sou muito grata a vocês por não desistirem de mostrar Cristo a mim.

                Espero, e rezo, que Deus os abençoe, os guarde e os ilumine para que passam a continuar nessa caminhada de fé e comunhão em família. Tenham sempre fé para superar os obstáculos! Desejo que cresçam cada vez mais na fé de apenas um despertar para as obras que Deus reserva a vocês. E, lembrem-se: eu e Deus amamos vocês!

Ana Luiza Pereira

Dia da pureza

Dia de recobrar, ou até mesmo relembrar, toda a pureza e inocência que tínhamos.
Observe na janela: onde estão as crianças hoje em dia?
Cadê a sinceridade de coração e o sorriso verdadeiro?
Não só matamos as crianças que há em nós como o mundo matou,  muito cedo, as crianças que nasceram para serem puras.
Crianças, não reclamem da superproteção de seus pais.
O mundo não provém coisas boas e duradouras como seus pais.
O mundo não ama a inocência de seus corações, ao contrário dos seus pais.
O mundo quer a morte e seus pais, a vida.
Olhem para todos os dias das crianças de suas vidas...
Além do dia comercial, observe onde está a inocência hoje em dia senão adormecida, quase morta.
Não deixe que o mundo mate toda a pureza que ainda adorme em todos nós.
E, lembrem-se: dia das crianças é todos os dias!
Viva a pureza de coração!

Ana Luiza Pereira

Dia das crianças...

Não pensei nenhum dia da minha vida passar o dia das crianças, o dia que mais lembro da minha inocência e pureza de menina, com alguém tão especial. Um alguém teimoso, mas preocupado. Um alguém que me tira do sério, mas me faz rir com isso. Simplesmente alguém que eu amo... E muito! Um dia esse alguém me disse para esquecer o dia das crianças, pois idade eu já não tenho mais e ele quer que eu assuma meu papel de mulher para ser a mulher da vida dele. Foi a coisa mais fofa que já ouvi de alguém, não tenho como negar. Assim como toda a sua proteção para comigo e sua preocupação com todas as minhas lágrimas, até as de alegria, me deixam feliz como faz tudo o que é possível para realizar meus sonhos mais bestas e me ver feliz. Bem, posso agir como uma criança quase sempre, pois reclamo e te bato muito, mas te amo mais que tudo e digo sim; aceito ser a mulher da sua vida como você, querendo ou não, se tornou o homem da minha. Estarei sempre do seu lado querendo só o melhor para você, assim como você me obriga a fazer as coisas que sabem serem as melhores para mim. E, outros dias como esse dia das crianças virão, dias que eu estarei mais criança do que nunca e agradeço por estar do meu lado segurando minha mão. Vou encerrar essa digressão de dia das crianças por aqui, enquanto ainda estou conformada em ser mulher que está sendo cuidada e não mais uma criança mimada que precisa ser cuidada. Mas saiba que eu te amo e estarei aqui até você enjoar dos meus jeitos e trejeitos de menina-moça-mulher.

Ana Luiza Pereira

Algo no coração


Sinto um leve desespero pela manhã
enquanto o sol tocava minha pele.
O que aconteceu?
Nada me recordo além de batidas,
respirações e súplicas.
Um aperto no coração é o que sinto.
Não há explicações lógicas para isso.
Existe explicação lógica para algo?
Levo minha vida na esperança que o aperto passe
e o dia, destino da fauna e flora das angústias de minha vida,
decida por si só a natureza da reação de meus atos enfadonhos
enquanto minha cara lavada observa o dia, a noite e as estrelas
e todo o prestar inútil do meu ser humano.
Que dia se passou?
Mês? Ano? Hora?
Tempo se esvai com as cinzas do meu dia
trazendo as desprezíveis rugas de preocupação.
Minha cara papada pelo tempo,
beijada por todas as dores do coração que ao sol convém descrever,
me diz, apenas, ao espelho, que sou um objeto.
Objeto de um teatro de um personagem monologuista,
cheio de dores no coração,
sem roteiro a se seguir...

Ana Luiza Pereira

Devaneio de primeiro mês


Eu nunca imaginei que teria na minha vida alguém como você; incrível e especial a tal ponto que eu não consigo nem explicar como me conquistou. Eu só tenho a certeza da segurança que sinto do seu lado e do meu desejo de estar com você para sempre. Por mais que você não entenda muitas vezes o que eu digo ou faço (sinceramente; nem eu as vezes entendo), apenas se lembre da minha certeza estável e contínua. Eu não preciso entender o porquê que gosto de você ou você de mim, embora as vezes pergunte, eu só preciso te amar. Acho que felizmente, caí na sua encruzilhada do amor e não sei mais (nem quero ou pretendo) sair dessa... Como já roubei uma vez as palavras de Vinicius de Moraes para sussurrá-las  ao seu ouvido: "Que seja infinito enquanto dure", e complemento: seja meu amor eterno, mas não um eterno vazio e sim um eterno cheio de amor que só você sabe ser. Eu te amo e tenha bastante certeza disso!

Ana Luiza Pereira

50 tons de preto

Eu me arrumo inteiramente para ele,
Ele se perfuma para mim.
Usamos o nosso melhor tudo um para o outro
para apenas um encontro de amor.

Nos encontramos,
um abraço apertado e um beijo desejado.
No jantar,
nossas mãos se encontram
e ele me arrepia 
ao sussurrar sua declaração ao meu ouvido.
Outro beijo, agora com carícias.
Cada passar de sua mão em meu corpo
era um eriçar descomunal dos meus pelos.
Sua mão desliza por todo o meu corpo
enquanto os beijos mais ferventes são dados.

Corpo a corpo, coração ao coração.
Batidas aceleradas, respirações ofegantes.
Dois enamorados se libertam do pudor
entre seus beijos e carícias.

Quando tudo leva ao ápice,
acordo da minha colorida imaginação pervertida.
Não importa quais fossem os tons
de vermelho, azul, verde, amarelo, preto ou branco
presentes nesse milésimo de segundo de imaginação,
são apenas os tons que a batida do meu coração
no instante do seu beijo em minha nuca
me faz sonhar e apenas sonhar.

 Ana Luiza Pereira

O que é que a vida vai fazer de mim?


Não sou mais criança,
mas lembro-me de quando fui
e pensava só no meu futuro
com castelos, planos e sonhos.

Podia ser nem João e nem Maria,
porém me perguntava loucamente
qual caminho seguir na estrada 
cheias de pessoas quase-sem-ninguém.

Não vi o quanto 
a minha juventude se esvaece 
na medida que mais me pergunto 
e menos sou respondida.

Hoje sou adulta,
 mas revejo o passado 
com meus olhos conformados 
das respostas que obtive...

Um dia, me perguntei:
o que a vida fará de mim?
Hoje, me pergunto:
o que a vida fez de mim?

Num desencontro comigo mesmo
a vida nos proporciona encontrar
não respostas, mas maneiras
de viver a vida passada no presente 
sonhando com o futuro ausente.

Ana Luiza Pereira