Casa das tartarugas

Todos os dias eu faço o mesmo caminho de volta para casa. Um caminho tranquilo, sem muito movimento, com muito vento, sol e ar fresco. Esse caminho me faz pensar ao som de qualquer música alta que eu estiver ouvindo. Então eu paro, em frente a mesma casa, admiro o chafariz, as plantas e as tartarugas que estavam por toda a parte.

São poucos segundos que eu fico ali parada, mas sempre sorrio. Até que um dia eu senti as tartarugas sorrindo para mim! Eu estava suando, me lembrando do dia feliz que tive e meu coração batia...

Comecei a andar e lembrei de risos de uma festa, risos que sempre me conquistam... Risos que me tiraram o fôlego. Voltei para casa, já sabendo de uma verdade que não gosto de admitir. Não esperava  ver a hora de passar de novo por aquele caminho, sorrindo mais uma vez.

Não me importei do tempo que passou e eu não vi mais aquele chafariz e aquelas tartarugas, só me importava com o status de uma pessoa que me tirava o fôlego de tantos sorrisos e risadas. Mas, me lembro exatamente, quando voltei a andar aquele caminho, com o celular na mão mandando mensagem, até que paro, olho, sinto e sorrio:

- Olá cupido! Senti sua falta...

Ana Luiza Pereira

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