Vamos fazer uma dicotomia (não-sausseriana)?


O homem é produto do meio.
(Entenda como "meio", em estágio inicial, a família que deu criação para o futuro homem ou a futura mulher)
Em uma certa idade, deixamos de ter anomia, passamos a criar consciência e regras do meio que nos impões e assim crescemos. 
Então, começamos a ter contatos com outros indivíduos de diversos meios.
A anomia vira heteronomia e, inconscientemente, imitamos o(s) meio(s) que convivemos.
Contudo, a experiência gera indivíduos autônomos no meio de indivíduos papagaios - que fala, pensa e age de acordo com o meio que convive -, tal experiência é capaz de gerar indivíduos novos, com a plena ciência que o homem não se deve influenciar pelo meio.
Pessoas que tem a ciência que o meio é apenas o meio, fazemos parte dele, mas, somos dele? Pertencemos ao meio?
Se sim, seremos todos iguais em pensamentos e modos de agir. Somos iguais?
Bem, não me aprofundarei.
São questões como essa que deixarei ao futuro, para que uma pessoa autônoma de pensamento a responda e referencie esta linha de pensamento tão complexa apesar de terem uma ligação, no princípio.
E, assim como foi com a famosa arbitrariedade de Saussure, que este pensamento seja lembrado por décadas, séculos e repensado sempre:
Somos produto do meio ou do que queremos ser?

Ana Luiza Pereira

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