Letras

Abro a janela
e vejo letras.
Letras mutáveis,
letras vermelhas...
Letras de sangue como o meu,
que correm pelas veias,
incitam meu respirar e meu viver.
Letras que não sei como surgiram,
mas elas apenas existem...
E me completam.
Letras que meu paladar degusta calmamente,
que soa aos ouvidos suavemente,
e toca nosso coração fortemente.
Letras, palavras, frases, textos.
Coisas simples, mas complexas aos parâmetros do autor.
O que soa perfeito a nós é incompleto para o autor.
Mas não importa...
A complexidade de um texto termina 
quando suas palavras chegam 
no campo mais inexplorável do ser humano.
Impossível fechar tal janela.
Afinal, como dizia Einstein:
Uma mente aberta nunca volta ao seu tamanho original.

Ana Luiza Pereira

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