Zonas de conforto

"Escrever... Sobre o que?" Vejo essa pergunta como dúbia. Pense: para toda a escrita, necessita-se de um conhecimento prévio, um ponto de partida, então, escrevemos sempre aquilo que estamos acostumados a ler e a escrever. Nosso ponto de partida é sempre nossa zona de conforto, podendo variar em assuntos diversos.

Minha zona de conforto são as letras e as poesias, tanto as que faço quanto as que leio. Tanto é que já considero sendo uma parte de mim, confrontando até o pensamento de Nietzche: "Para ver muita coisa é preciso despregar os olhos de si mesmo.". Contudo, me sinto tão curiosa quando o assunto é descobrir como é o ser humano a partir da descoberta de si próprio que tais dúvidas atiçam até minha imaginação, me fazendo escrever diversas coisas de diversos jeitos.

Não posso dizer que todo artista é egocêntrico, pois não sei. Mas todo o autor escreve um pouco de si mesmo a cada texto, frase ou poesia. Quando não atendida as expectativas, das duas razões uma é verdadeira: você escreveu coisas demais sobre você ou você escreveu achismos. Ter o conhecimento,  ao menos o básico de tudo, até sobre você e sobre quem lê, é essencial para uma boa escrita.

Admito; estou aqui apenas treinando mais uma vez minha conversação com o meu leitor de uma forma totalmente informal. Mas, pelo menos, treino para conseguir sempre ser a melhor da autora/escritora que conheço, saindo ou não da minha zona e estudando sempre sobre tudo.

Ana Luiza Pereira

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