Ursinho Pimpão



Lembro de quando pedi ao meu pai um ursão de pelúcia de aniversário. Tinha acabado de perder minha avó e mal recebia abraços involuntários dos meus pais e irmãos, provavelmente, era porque eu não pedia isso. Só sei que naquele momento, eu pensava que eu finalmente teria alguém para sempre abraçar, que ele supriria a falta que minha avó me fez (e ainda faz).

Muitas vezes deixei meu urso, cujo nome que eu batizara foi Odin (deus Nórdico, pai de Thor - nome do meu cachorro), de lado, mas todas as vezes que chorei querendo a presença da minha avó para me acalmar ele esteve ali.

Já o rasguei nos momentos de raiva porque nem tudo sai do jeito que se quer, mas depois consertava, pois eu preciso desse urso. Nos momentos de decepção ou de medo, durmo com ele; preciso de alguém silencioso ao meu lado, então, deito em seu colo e imagino as carícias da minha avó quando era criança. Muitas das vezes, isso funciona de tal forma que me sinto bem melhor.

A verdade, é que Odin é para mim, em muitos momentos, um ursinho Pimpão, não me deixando esquecer o lado puro que há dentro de mim. Afinal, por mais que deixemos nossa infância de lado, temos que guardar sempre o lado bom de ser criança conosco...

Ana Luiza Pereira

1 comentários:

Gabriel disse...

O seu urso de pelúcia parece com ursinho Ted, do filme rs.
Eu perdi meu avô este ano. Foi muito difícil, mas superei.
Fico feliz pois a casa onde moro tem muito suor dele, pois ele foi um dos que ajudou a contruí-la. No meu coração ficam as velhas e boas lembranças de um homem que amou muito sua família.
Fiquei mais feliz :D

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