Inocência na janela

Conversando sobre o passado, lembrei-me de coisas banais. Lembrei-me de quando era criança e de toda a minha inocência. Lembrei-me de quando eu me prostrava diante das janelas e observava as pessoas e suas feições. Irritadas, confusas, infelizes. Todas elas com suas sacolas, pastas e emoções, todas cansadas e com as vidas desorganizadas.

Lembro-me que minha meta de vida, quando criança, era ajudar essas pessoas. Ficava na janela esperando que elas olhassem para mim para que, então, eu pudesse sorrir para elas e amenizar suas dores. Era impressionante. Suas feições melhoravam e, por um momento, a criança que fui e que estava na janela, lhes dera a esperança necessária para seguir em frente. Quando não melhoravam, elas ficavam confusas do porquê que eu fazia aquilo, já que há muito tempo se esqueceram que no mundo ainda há inocência nos pequeninos.

Comecei então, a fazer isso a todo momento. Cumprimentei pessoas e espalhei sorrisos, doçura e a minha inocência. Observei vários comportamentos, comportamento demais para serem descritos nessas linhas de caderno. Mas eu não lembro o que houve com essa menina... Hoje ela é apenas uma boa lembrança. Só sei que hoje sou a pessoa que procura em cada janela a inocência da criança que procura cumprimentar desconhecidos para amenizar suas dores. Tempo, o que você fez comigo?

Ana Luiza Pereira

1 comentários:

Julia Avelino disse...

Oii tudo boom A.L.P ? Me segue eu ja te sigo amei este post awiim super fofo http://cherry-plate.blogspot.com.br/

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