Meia hora de entretenimento

Finalmente chegou a época de eleições. Época dos comícios nas praças, jingles altos em horários infortúnios, papéis, placas em casas e outdoors poluindo nossa cidade e confundido nosso cérebro ao dirigir  e, o melhor de tudo, o horário eleitoral gratuito em nossa televisão aberta brasileira no horário da cesta de uns e do jornal de outros.

Sinceramente, o horário eleitoral é o horário do circo. Tem cada jingle idiota ou até mesmo pessoas sem instruções de política que tentam se eleger prometendo mil e uma coisa, mas, no final, não fazem nada só se tentam a releição para continuar no status que estão (quando não viram corruptos...). E eles fazem de tudo para chamar nossa atenção em poucos segundos, se fazendo de bobos, quase se vestem de palhaços para nós acabarmos sendo os palhaços nos quatro anos de mandato.

A verdade é que o número de votos brancos e nulos está aumentando por uma única razão: o brasileiro não vê interesse na política dos políticos. Muitos dos brasileiros estão desmotivados com o andar do país que, por mais que saiba que o voto seja para mudar esse futuro, não confia mais em ninguém para assumir as rédias desta situação de calamidades públicas. O fato é que o brasileiro só luta por aquilo que convém quando convém; só luta quando está em estado de alerta, para aí ele levanta a voz e ser ouvido, fora isso, ele se acomoda no sofá.

Mais do que instrução em nossas escolas e universidades, necessitamos é de uma motivação além das lenga-lengas de promessas eleitorais para melhorar esta situação. A verdade é que realmente precisamos de alguém que se interesse por essa política e faça pela gente o que nós não temos coragem e/ou motivação de fazermos por nós mesmos. Enquanto isso, sentemo-nos em nossos sofás para rir dos palhaços que chamam nossas atenções nessa meia hora de entretenimento televisivo, afinal, como dizia uma música do Engenheiros do Hawaii nos anos 80: "Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada".

Ana Luiza Pereira

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