Em busca da tranquilidade


Já fui sonhadora o bastante e acreditei na paixão e no amor. Lembro-me da minha infância quando imaginava meus 15 anos ao lado de um namorado que seria meu príncipe encantado e viveríamos felizes para sempre.

Hoje em dia, meu pensamento mudou. Ainda acredito em amor e paixão mas de uma forma diferente... Eu aprendi as consequências desses sentimentos após o fim, e mesmo assim me iludo. Quando estou mais racional, acredito fielmente que tudo isso são um emaranhado de hormônios juntos que dilatam minhas pupilas, aceleram meu coração e que me faz cheirar a feromônios. 

Mas nem nesse estado, ou quando estou pior, eu não paro de observar e aprender sobre os sentimentos... Eles são e serão sempre um mistério, por mais avassaladora seja essa paixão ou amor. Sim, eu vivo com meu coração, embora muitas vezes eu caia pelo mesmo, mas também acho que aprendi muito com ele.

Um certo dia, um sábio amigo me disse que os deuses do olimpo sentem inveja da humanidade porque vivemos como o Carpe Diem (viver cada segundo como o último) e, esses segundos, se tornam especiais e eternos. Não temos os momentos eternos, mas a eternidade dos momentos em nossos corações, principalmente quando amamos.

Porém, quando se é jovem, principalmente hoje em dia, pensamos que tudo é amor quando nem sempre é a verdade. Desgastamos em palavras e atos, desgastamos nosso coração para uma coisa que não conhecemos ao certo. Quem dera eu ter o amor como os dos meus pais e avós...

Contudo, um dia pensei e cheguei a conclusão que amor  de nossos pais é um porto seguro de tudo; do cotidiano, do trabalho puxado, dos estudos chatos e até de si próprio. Ele te protege, guarda, zela e dá a tranquilidade que precisa; é como um anjo. E, um dia, saberemos ser como nossos pais e saber abdicar de certas coisas que queremos para não causar discórdia, brigas; para conservar a tranquilidade e a amizade que o amor nos dá.

Ana Luiza Pereira

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