Discursando sobre fé

Imaginem uma vela e sua chama incandescente e a guardem em seu coração.

Antes de discursar sobre qualquer coisa, partamos do princípio que não há homem sem fé. Na matriz do psicológico da humanidade; ter fé, acreditar em algo (que seja Deus, ciência, destino ou, até mesmo, em si) nos motiva a seguir em frente e o homem não é nada se ele não tem nada para superar. Somos imperfeitos, mas com fé podemos ser sempre melhores do que somos hoje.

Eu, como pessoa, acredito que ter fé é acreditar naquilo que você acha ser verdade. Creio em Deus, Ele é o Pai verdadeiro, eu creio em Jesus Cristo, nosso irmão que se fez humano para nos ensinar a amar, eu creio em Maria, nossa Mãe intercessora que nos guarda junto do Pai e creio no Espírito Santo, que nos ilumina na nossa caminhada de conversão a Deus e que, um dia (se Deus quiser!), vai me mostrar as respostas que procuro. Pessoas acreditam na ciência e creem nela como a verdade do universo e assim vai...

Porém, filósofos como Nietzsche, que era ateu, e Voltaire, como deísta (que crê em Deus como criador, mas não nega que o mundo é regido por leis naturais e científicas); tais filósofos "não-cristãos" diziam que religião é uma forma de dominação e retenção de poder e que apenas seres inferiores procuram na religião para uma espécie de consolo. Não discordo de nenhum deles.

Sim, a religião, principalmente a Católica Apostólica Romana foi sim uma forma de dominação e retenção de poder comprovado pela História Mundial. Veja a Idade Média; basicamente, quem mandava no povo era a Igreja feita por homens que usavam o Santo Nome de Deus em vão. Mas, o nosso Santo Padre, o Papa João Paulo II, se ajoelhou pedindo perdão pelos os antigos erros da Igreja para os descendentes da mesma sociedade dominada pela religião no século XV. Quem de nós o perdoou é poque teve fé em suas palavras, quem perdoou é teve amor e quem tem amor tem um pedaço de Deus. Contudo, ele poderia não ter feito, afinal, já haviam se passado cinco séculos da Idade Média, mas sabe-se lá o porquê...

E, sim, somos seres inferiores. Eu sou uma formiga operária trabalhando em prol de uma comunidade cristã fraterna. E por muitas e muitas vezes tive minha vela, que eu chamo de fé, quase se apagando por alguma razão que hoje não lembro mais. Por muitas vezes, eu ajoelhei e clamei a Deus respostas, uma salvação de algum aperto, consolo ou algo parecido e, quando a ajuda divina não vinha de imediato, eu duvidava, mas quando vinha, eu me esquecia de agradecer. Isso me faz ser pequeno, inferior; uma simples formiga.

Enfim, fé é sinônimo de muitas coisas. Já vimos que é sinônimo de motivação, superação, verdade, perdão, amor... Mas falta algo. Fé também é sinônimo de aprendizagem. Não há cristão que não creia na Sagrada Família, que não tenha uma imagem dela como exemplo em sua casa e que não reflita vez em quando do que falta para nossas famílias chegarem perto da santidade que foi a família de Jesus. Ter como exemplo a Sagrada Família é aprender a honrar a família que tens, amá-la, prezá-la, zelá-la e, acima de tudo, respeitá-la. E assim se estende a todos os Santos e Beatos que nós queiramos como exemplo para nos ensinar algo.

Feche os olhos novamente e lembre-se da vela que falei no início. A vela que eu mandei que você imaginasse é a situação da sua fé hoje e eu não sei como ela está, porém, se minhas palavras fizeram essa chama incandescente brilhar mais vívida é porque cumpri minha missão que Deus me incumbiu, porque eu admito a minha condição de ser ferramenta do Espírito Santo de Deus e passar o que sei e sinto, mas agora é a sua vez.

Ana Luiza Pereira

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