Noite inesquecível (parte 3)

Quando voltava para sala, o sinal bate. Hora do meu encontro. Fui à sala de aula recolher minhas coisas e não encontro ninguém além de Kami fazendo isso por mim.

- Onde esteve? - perguntei.

- Por aí. - respondeu ela enigmática. - Vai almoçar agora? - perguntou.

- Não. Vou a um lugar. - disse.

- Posso te acompanhar?

Fiquei um minuto silenciosa pensando seriamente em responder não. Mas aqueles olhos me passam tanta confiança faz tanto tempo que não tive como não recusar...

- Claro! - sorri.

- Onde vai?

- Prédio dos calouros.

- Por quê?

Não deu. Queria poder esconder algo, mas da minha melhor amiga não dá. Contei dos meus sonhos sobre ontem que pareciam reais demais, então, eu encarava como uma lembrança. Contei sobre eu achar ser o Lucas e do porquê de estar indo ao prédio dos calouros. E ela apenas sorriu.

Percebi no ato que havia algo de errado com ela, mas nada perguntei. Chegando lá, falei para ela que era hora de nos separarmos, que eu devia ver a pessoa de ontem sozinha. Mas ela disse:

- E se não for ele quem você espera?

- Como assim?

Na mesma hora lembrei de quando atacava meu pescoço enquanto eu estava na cama, ofegante, trêmula e toda molhada. Vi, então, aqueles olhos... Os mesmos olhos...

- Era você! - exclamei.

- Sim... - falou ela de cabisbaixo.

- Você é bi? - perguntei. Meu Deus! Eu não a conhecia...

- Não... Eu menti para você para se aproximar e, fatalmente, me aproveitei de você quando bêbada.

- Mas eu senti um pênis dentro de mim... Como?

- Eu tenho meus brinquedos... Me desculpa. - e ela se afastou. No mesmo instante, todas as lembranças ficaram nítidas em mim e em minha cabeça.

Dias se passaram e eu só via ela e sua cara de gozo quando, por sorte, o meu gozo espirrava nela. Sentia suas mãos me masturbando e via seus olhares safados quando fechava os olhos. Sentia suas mãos em meus seios e seus seios sobre mim... Lembrava de tudo, mas ela não estava mais ali para conversarmos. Ela me contou e foi embora, porém, algo sobre isso deveria ser feito.

- Olá. - digo quando ela abre a porta de casa.

- Oi. - diz ela acanhada. - O que faz aqui?

- Então, você não tem aparecido mais e eu fiquei preocupada...

- Hum... Não aconteceu nada demais. Bem, tenho que ir, foi bom te ver, adeus. - diz ela fechando a porta na minha cara. Eu a intercepto.

- A quem vim enganar? - perguntei antes de atacá-la de beijos e irmos para o quarto, para que ela me fizesse sentir de novo cada tremor e sensação boa daquela noite inesquecível.

Ana Luiza Pereira

1 comentários:

Yalle Emery disse...

acho que quem viu as duas primeiras partes não esperou que era ela, fiquei pasma.

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