Quando o sol se põe (Escrito por Antonio Machado Neto)


Tudo que penso gira em torno de mim mesmo. Tenho que reavaliar minhas ações e omissões perante meus iguais, talvez nem seja assim tão ruim. Quando estou sozinho no silêncio da noite, escuto o som do mar e vejo o brilho das estrelas iluminar minha solidão. Sinto que o sol aquece meu corpo, sinto a luz me atraindo. Será que existo ou sou uma reflexão de um pensamento de alguém? 

Girando em torno do mundo, o mundo girando em torno de mim. Meus pensamentos parecem um tornado de idéias inconsequentes que refratam a ideologia de uma vida sem vida.

Faço-me todo dia, todo dia tento reinventar-me, mas, indignamente, tenho que sobreviver a tais atitudes ínfimas de uma vida sobrepujada de rejeitos e aflições. Será que sempre estarei acostumado com esse ser que esconde-se dentro do meu subconsciente e que sempre está lá para me julgar e me fazer parecer ridículo?

Por que sempre tenho que terminar o que os outros não começam?

Tudo que faço é algo que não vale a pena?

Nem sempre a escuridão chega quando o sol se põe.

Nem sempre o silêncio aparece quando não há som

Nem sempre há solidão chega quando se está sozinho.

É essa loucura que toma conta de mim.

É essa insanidade que está dentro de mim.

É essa insensatez que vive dentro de mim.

Tudo que faço não é suficiente para idealizar uma realidade verdadeira que nos traz a tona todos nossos sentimentos verdadeiros.

Será sempre uma ideologia fraca atrás de luzes fortes

Quando o sol se põe, tudo está acabado.

Quando o sol se põe, a loucura começa.

Quando o sol se põe, não há.

Antonio Machado Neto

1 comentários:

Alexandra disse...

intenso, gostei

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