O primeiro pôr-do-sol


                Uma tarde de sol, a praia estava com cheiro de maresia, mas isso não importava para o novo casal que estava na rede, abraçados. Ela, ouvindo o coração dele, sentindo seu cheiro, abraçando-o bem forte para que nenhum pesadelo a atormentasse em seus sonhos. Ele era seu protetor e, acima de tudo, seu amigo. Ele sorria pelo simples fato dela existir e de poder estar do lado dela.
                Os dois eram assim: eternas crianças. Amigos e companheiros um do outro, não importava a situação, antes de tudo eles eram “irmãos”.
                Ele podia não gostar de praia, mas estava ali por ela. E ela estava extremamente feliz por isso. Ela viu que não estava só, ele estaria sempre ao seu lado, quando mais precisasse ou menos...
                 Uma luz o cegou quando bateu em seus óculos de grau quando tentava procurar seu relógio na mesinha perto. Era a luz do sol... Ele vê rapidamente que horas eram; cinco e meia da tarde, hora do crepúsculo.
                - Acorda! Por favor, acorda linda! – dizia ele balançando lentamente o braço dela.
                - Oi... – dizia ela  grogue, mas com um sorriso no rosto, ela adorava quando ele a chamava de linda, por mais que reclamasse.
                Ele a levanta e os dois sentam na rede.
                - Olha! – ele diz apontando o horizonte.
                - Eu não vejo um pôr-do-sol assim desde criança... – diz ela maravilhada.
                Ele a olha e sorri, ela procura seus olhos e também sorri. Ele dá um beijo na testa dela e ela o abraça e pergunta:
                - Bebê,  promete que todo o pôr-do-sol que vermos será assim?
                - Não. – diz ele sério.
                Ela o olha fazendo bico e ele sussurra em seu ouvido:
                - Prometo que veremos todos os dias o pôr-do-sol e a cada dia, será sempre melhor que o outro...
                 Ela esconde a cara envergonhada num abraço forte sussurrando um “eu te amo” para ele e ele fazia o mesmo com um sorriso nos lábios. Os pombinhos ficaram lá, admirando o pôr-do-sol, o primeiro de muitos que viram, e quando o sol se escondia, os dois cantavam, pois sabiam que amanhã tinha um novo sol para nascer e aquecer o amor deles dois.

Ana Luiza Pereira

2 comentários:

Anônimo disse...

:')...

João Paulo disse...

Belo texto, e nem preciso falar que você escreve muito bem ;p

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