Comum


            Sou comum. Vou à escola, saio, fico na  internet o dia todo ás vezes, gosto de ouvir música, ando de all star e não estou nem aí se está sujo ou se minhas roupas estão amarrotadas.
            Sou feia, bem, ao menos eu me acho assim. Fico incorfomada com certas deformidades do meu corpo, embora nem todos enxerguem e ainda assim insistem em me rotular de bonita, e as que enxergam de estranha.
            Sou sonhadora, mas nem um pouco vaidosa. Acredito que tudo necessita de sacrifício, embora nem sempre estamos preparados para ter o que queremos.
            Busco o amor, tento sempre ver o que é bom, falo o que penso, embora meu silêncio diz mais do que eu mesma possa dizer. Tenho meus medos, sou infantil, guardo mágoas, explodo quando não aguento mais. Sou acomodada, triste, mas sorridente. Enfim, tenho meus defeitos e qualidades.
            Fiz da minha vida um cotidiano. Às vezes, me sinto o único ser humano da face da Terra, uma anormal, mas descobri que não. Todos se sentem assim, ao menos uma vez na vida já se sentiram. O problema sou eu, somos nós e o nosso medo de arriscar, de acabar com o cotidiano e se aventurar sempre. É sempre o medo de viver...
            Enquanto me falta coragem, eu sobrevivo, porque viver é uma aventura que nem todos têm a coragem de enfrentá-la.

Ana Luiza Pereira

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