Rosa


Rosa, rosinha, rosão
Que roubou meu coração
Fazendo com que eu me apaixone
Por alguém que me abandone
Sempre reclamando
Que ninguém está lhe amando.

Assim eu não quero, assim eu não gosto
Assim nunca você amou
Sendo que ele me ame...
Talvez eu deva pensar
No caso desse rapaz
Que fica sempre para trás.

Sempre sendo rejeitado
Por alguém que senta ao seu lado,
Falando pelas costas,
Levando cada patada,
Insinuando coisas de cada,
Por isso o rejeitado
Será o mais amado
Por um outro alguém.

Enquanto isso não acontece
Fico sempre à mercê;
Sonhando,
Amando,
Sendo amada por mim mesma.
Disto eu tenho certeza;
Que o amor nunca acaba,
Que a esperança tem uma asa;
De amor,
Paz
E muita cor.

Ana Luiza Pereira


Poema escrito no dia 4/10/2006.

Comum


            Sou comum. Vou à escola, saio, fico na  internet o dia todo ás vezes, gosto de ouvir música, ando de all star e não estou nem aí se está sujo ou se minhas roupas estão amarrotadas.
            Sou feia, bem, ao menos eu me acho assim. Fico incorfomada com certas deformidades do meu corpo, embora nem todos enxerguem e ainda assim insistem em me rotular de bonita, e as que enxergam de estranha.
            Sou sonhadora, mas nem um pouco vaidosa. Acredito que tudo necessita de sacrifício, embora nem sempre estamos preparados para ter o que queremos.
            Busco o amor, tento sempre ver o que é bom, falo o que penso, embora meu silêncio diz mais do que eu mesma possa dizer. Tenho meus medos, sou infantil, guardo mágoas, explodo quando não aguento mais. Sou acomodada, triste, mas sorridente. Enfim, tenho meus defeitos e qualidades.
            Fiz da minha vida um cotidiano. Às vezes, me sinto o único ser humano da face da Terra, uma anormal, mas descobri que não. Todos se sentem assim, ao menos uma vez na vida já se sentiram. O problema sou eu, somos nós e o nosso medo de arriscar, de acabar com o cotidiano e se aventurar sempre. É sempre o medo de viver...
            Enquanto me falta coragem, eu sobrevivo, porque viver é uma aventura que nem todos têm a coragem de enfrentá-la.

Ana Luiza Pereira

Apenas me abrace


Não quero nada.
Não espero nada.
Não planejo nada.
Não desejo nada.
Mas...
Apenas me abrace.

Me pegue de surpresa,
Desprevenida,
Sejais irmão,
Companheiro para a vida.
Mas apenas me abrace.

Estar envolta dos seus braços
É a segurança que procuro.
Me aquecer com esses braços
É o calor que desejo.
Apenas me abrace...

Espante todo o mal do mundo,
Todos os problemas da minha cabeça
Tudo que possa me atormentar,
Me abrace!

Você é o refúgio,
O porto seguro,
A calmaria,
Então, me abrace!

Passo horas esperando,
Horas contando,
Horas sonhando...
Me abrace!

Me deixe chorar,
Por ti consolar,
Me acaricie...
Mas não esqueça; me abrace!

Posso não querer,
Posso não esperar,
Posso não desejar,
Posso não planejar,
Mas posso sonhar a cada momento...
Sonhar com seus braços...
Me abrace!

Ana Luiza Pereira