As novas Capitus


Olhos de ressaca,
sorriso de criança,
maldade de uma parca
e, no peito, a esperança.

Vestia negro que só ela,
olhos negros também tinha,
tinha a pele amarela
 e uma percepção além da minha.

Corpo de mulher,
atitude de criança,
fazia algo porque quer
e no fundo desejava uma secreta matança.

Psicopata e audaz,
esperta e brincalhona,
perfeccionista e sagaz,
inteligente e mandona.

Menina-mulher,
mulher-menina,
tudo quer,
tudo fazia.

Vive por ela,
Sorri pelos outros,
Lamenta uma sociedade por viver nela,
Se importa com poucos.

Música a atrai,
Filmes e seriados.
Novidades a distrai
e não gosta de ser “pau-mandado”.

A passos firmes andava,
com o olhar mandava,
os outros supervisionava,
e, às vezes, também fofocava.  

Se apaixonava e caía,
como toda mulher-menina se machucava,
 muitas calças puía
 de tantas quedas levantadas.

Séria e misteriosa mulher,
madura pela vida,
não saía do salto um dia sequer,
sempre disposta a vencer nessa vida corrida.

Capitu?
Quem dera!
São Fernandas, Anas, Marias... e tu.
Lutando no dia-a-dia desta era.

Dualidade do bem e do mal dispõe,
mistérios no olhar propõem.
Mulheres-meninas, vencedoras;
vitoriosas e um pouco manipuladoras.

Ana Luiza Pereira

3 comentários:

L.S.F. disse...

INCRÍVEL! PERFEITO! LINDO! Sem mais adjetivos no meu pequeno vocabulário para descrever tamanha genialidade sua demonstrada não só nesse poema, mas em tantas e tantas linhas que você já escreveu nessa carreira de escritora! Simplesmente DEMAIS!

Alexsander disse...

Ótimo
Muito Bom

Gio, Infinitivo Perpétuo. disse...

Rimas, belas rimas! Adorei a postagem, minha favorita. *-*

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