Mundinho que te quero meu


Meu mundo, meu ar;
A ti quero falar:
Desculpar-me pelo meu egoísmo
E por sua beleza de azul-verde indo para o lixo.

Risadas e música, quero escutar
Para te alegrar
E esquecer que existe fome e misérias,
Guerras, entre outras coisas sérias.

Suas feridas e doenças quero curar;
Só será preciso parar de desmatar
E, novamente, o verde replantar.

Quero retirar todas as drogas que te consome;
Para em ti me viciar
De beleza, música, sorrisos...

Quero parar com esse conceito de maior e menor,
Melhor ou pior;
Desigualdade não leva a nada!
O que mais vale: dinheiro ou viver a vida animada?

Minhas armas são flores,
Fuzis e pistolas só trazem dores.
Quero parar com essa guerra constante
E continuar minha vida andante.

Me alimento de esperanças em ti,
Mas e aqueles que não tem o que partir?
Passam fome nas calçadas das ruas,
Nem tem muitas coisas para chamar-te de tuas.

Quero parar com seus problemas,
Mudar as leis e todos os seus dilemas,
Quero te colorir
E ver todos sorrir;
Quero parar de ver cinza e preto,
Porque isso dá medo;
Quero jogar tudo isso para longe
E nunca mais dizer: “Somewhere I belong”;
Porque sei que este mundo pé meu,
Basta cuidar...

Ana Luiza Pereira

Feito no dia 30/01/2008.

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