Confusão


Já não sei mais que sou. Antes eu me conhecia como a palma da minha mão, hoje já nem sei o que suas linhas significam. Eu não quero ser assim, eu não pedi para ser assim!
Vivo numa redoma de perguntas sem respostas. Um turbilhão delas ferve em minha cabeça... Um emaranhado de confusão dentro da minha cabeça me faz agir totalmente diferente.
“Nem seu sorriso mais largo escapou das tristezas que ele te trouxe.” É isso? Ele é a razão? É ele o meu sofrimento?
Aumento o som da música no fone de ouvido, mas nem isso abranda as perguntas fervescentes que rondam minha cabeça, muito menos, o meu choro sofrido por não te ter.
“Ele é seu vício! Tudo o que ele te diz te abala, mas, ao final, você SEMPRE chora! Ele não te merece! Saia desse círculo vicioso!” Sim... Ele é meu vício. Uma droga de amor que eu não sei viver sem e, por mais que eu rasteje, sempre vou pedir mais.
“Diga adeus!” Não estou preparada. E, quando eu disser, sei que irei voltar.
O que eu faço? O que sigo? Não sei quem sou e não sei a razão disso. Ele é a razão? Ele é a minha droga? Por que eu não consigo simplesmente dizer adeus e voltar para meu pacato mundo de sempre? Por que eu não sou mais a mesma?
Entre todas as perguntas sem respostas, eu só tenho tal certeza: eu o amo e não consigo viver sem amá-lo.

Ana Luiza Pereira

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