Caio


Caio,
Mas sempre levanto.

Caio,
O nome que me atormenta a cada pranto.

Caio,
E sempre me machuco.

Caio,
O garoto mais idiota do mundo.

Caio,
E levanto com as mãos raladas.

Caio,
Aquele que me fez sofrer calada.

Caio,
E volto com muitas cicatrizes.

Caio,
O idiota que destruiu minhas matrizes.

Agora, eu levantei
E sei
Que Caio não importa mais.
Pois não há arsenal algum dentre os arsenais
De orgulho como tenho.

E venho.
Seguindo um caminho incorreto
Nem sempre é reto.
Mas sei,
Se eu cair novamente
Isso só fortalece minha mente
Para eu sempre seguir em frente.

Adeus “Caio”,
Verbo que eu mais odeio utilizar.

Adeus Caio,
Garoto que nunca mais vai me usar.

Ana Luiza Pereira


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