Lua & Sol


Sem que eu perceba, alguém me vigia às noites. Sem que eu veja, alguém admira meu adormecer. Mesmo que eu não veja tal alguém, eu sei que está lá, em algum lugar no céu.
Tal formoso alguém? Fato, a Lua. Por mais que eu não a veja no céu funesto ou estrelado, por mais que ela seja Nova ou Cheia, Crescente ou Decrescente, coberta de nuvens, vermelha ou amarela, branca ou alaranjada, eu sei, ela está lá a me vigiar nas noites de sono ou insônia, ver-me adormecer e sonhar com as superficialidades do mundo mesmo tentando levar sua beleza aos meus sonhos modestos, românticos, vívidos ou infantis.
E, é tão maravilhoso quando, eu acordo, e vejo o céu claro e ela ainda lá, presente, a me ver e presentear com sua beleza entre o céu azul límpido.
De um lado deste céu pode haver a beleza fria e imaculada da Lua, mas, do outro, também há a beleza brilhante e vívida do Sol.
- Ela veio visitar seu marido... – digo a mim mesma.
Marido que, por mais que more distante dela, ela o ama mais que tudo e faz de tudo para que nos dias normais possa visitá-lo, principalmente, quando não é mais a sua hora de estar no céu à vista de todos.
Eu sei que a Lua pode ser fria e viver longe de seu marido por circunstâncias que o ser humano ainda não compreende, mas também sei que Lua e Sol não vivem um sem o outro. Tal Astro e Satélite se completam, formam dias e noites, mas sempre na esperança de, um dia, assim como nós encontramos a pessoa amada, eles também possam se encontrar e se amar. Eu também sei que, quando tal Lua está amarelada no céu escuro, é por que finalmente marido e mulher se encontraram no infinito e se abraçaram para que nós víssemos; frieza e quentura podendo viver harmoniosamente.
Tais momentos são raros e que nem sempre nós não percebemos quando olhamos e admiramos tão belo e misterioso véu que nos cobre de inúmeras sensações, noite e dia, ao dormir e acordar, todas as horas, nesta rotina tediosa que nem arranjamos tempo de admirar aquele infinito mais perto da gente: o céu.

“Mãe Lua,


Sim... És a minha mãe. Mãe que zela ao meu deitar e que ama ver-me adormecer, me acalma quando os sonhos são ruins e me ensinou a fantasiar sonhos bons. Sei que sua vida é difícil, seu amor pelo meu Pai Sol é infinito e sei que tenta, incansavelmente, ultrapassar tal barreira que vos separam: distância. Sei bem como se sentes, portanto, minha querida Mãe Lua, ensina-me a ser como ti, dai-me força nas noites que as lágrimas me tomam por completa, ajuda-me a superar tais desafios que o amor pode trazer e que a senhora sabe muito bem quais são. Por favor, Dama da Noite, ajuda-me a ser como ti, fazendo de tudo pelo o que se acredita e sempre acreditar no amor, mesmo quando a vontade é desistir deste. E, por favor, ajuda-me a um dia poder estar do lado do meu Sol, juntos neste infinito, e para sempre...”

Ana Luiza Pereira


2 comentários:

Wyllian Torres disse...

~. Niiinha! Que lindo; muuuito lindo! Parabéns!

kaique Bruno Boga disse...

tive vontade de chorar ><

te amo Ninha

sempre

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