A beira da loucura


As lágrimas me tomam. Eu sei; sou fraca, me deixo dominar pela dor e ser abraçada pelo medo.
Qual medo? Ah... O de sempre. Aquele de te perder...
Eu te amo meu amor e, sinceramente, não compreendo uma pessoa conseguir não fazer o mesmo (se é que ela exista). É inegável o meu amor. (Também incontrolável e selvagem, eu diria, mas isso não convém...)
Vejo as coisas fugindo do nosso controle, coisas que me deixam com mais medo e que fazem as lágrimas lavarem ainda mais esta face machucada. Vejo pessoas amaldiçoando nosso amor, dizendo coisas tipo: “esse relacionamento não dará certo!”; “Ele(a) não te merece! Fulano(a) sim!”...
Ò meu Deus! Estou em desespero! E, será que não bastam apenas tais motivos? As vozes ao redor, vozes amigas, me pedem para parar ou ter calma mas não passam de sussurros aos meus ouvidos.
Encolhida no meu canto, aos prantos desenfreados, amaldiçoo as coisas novamente. O medo me toma, a dor me mutila, as lágrimas me lavam.
Não há mais nada o que fazer... Esperar, talvez. Mas, sei; logo terei que te ver ir. E, com lágrimas nos olhos, poderei finalmente me entregar a mais traiçoeira loucura... Não digo a doce loucura; que é te amar infinitamente, esta loucura me deixa sã!, mas a traiçoeira loucura: a cruel loucura da insanidade. Afinal, o monge teve razão em me chamar de louca, pois é isso que sou: uma louca/insana apaixonada por ti e não sabe viver sem, se mutila com os medos ou circunstâncias e que chora desesperada de dor.
Alguém poderá me lembrar qual é a linha tênue da loucura apaixonada e da loucura insana? Acho que precisarei de um psicólogo... Livros, aí vou eu!

Ana Luiza Pereira

0 comentários:

Postar um comentário

Comenta, por favor!