Shooting Star


Estou aqui, de novo, diante de uma janela aberta olhando o céu límpido esperando por algum brilho repentino ou vestígio que me lembre você.

Lembra que um dia juramos encontrar nas estrelas o brilho de nossos olhos? Pois é. O brilho dos seus olhos são como estrelas cadentes.

Um rastrinho de luz vívida no céu escuro dos seus olhos, no qual, passo noites esperando e sorrio pedindo/desejando "bis" quando vejo.

Mas isso é raro de acontecer; nos dois casos. Porém, isso também não importa, ainda estou aqui a esperar pelo vívido brilho de seus olhos a cortar o céu dos meus sonhos me dando a esperança de te amar.

Ana Luiza Pereira


Fada Madrinha


Eu ainda apelo para a minha imaginação: ainda rezo às noites, ainda desejo a estrelas cadentes, ainda acredito em fadas madrinhas...

Por quê? Por que eu ainda acredito que meus desejos vão se realizar? Será que esta esperança toda depositada em crenças infantis é em vão?

Não sei... Só sei que; se Deus existe, Ele te protege e guarda todas as noites porque eu peço. Se estrelas caem no céu escuro, elas só demonstram o brilho de meus olhos quando imagino o seu sorriso. E se fadas madrinhas existem, elas deviam me ouvir pedir constantemente o desejo de tê-lo aqui.

Ah... Minha ordinária fada madrinha! Cansaste de ouvir o mesmo pedido deste coração apaixonado? Por que fostes embora sem me realizar a única coisa na qual me faz sonhar sem parar?

Minha querida fada madrinha, por favor, volte! Eu só quero que o brilho da sua varinha de condão preencha o maior vazio que está no meu coração: o vazio da ausência dele.

Ana Luiza Pereira


Look with your heart



Amor é uma coisa curiosa; muitas vezes chega de mansinho, meio que disfarçado, quando você vê, está domado por este lindo sentimento que é amar. Olhe para o amor de forma errada e ele passará despercebido pelo seu coração.
Então, veja com seu coração e não com seus olhos. O coração compreende, o coração nunca mente. Você precisa sentir, sentir até a confiança que esse amor nos mostra. Olhe com seu coração, ele é o que sempre sabe que o amor não é sempre bonito, este não é o início.
Então, abra seus braços e feche bem os seus olhos, deixe este sentimento te abraçar. E, lembre-se; olhe sempre com seu coração, pois quando encontrares o amor, ele estará certo.
Aprenda com quem sabe, verifique para que você não se esqueça: amor nem sempre compreenderá, ás vezes, você sentirá a angústia do arrependimento... Mas, quando voltares a olhar com seu coração e não com seus olhos, o coração não estará enganado, pois ele é sábio demais. Esqueça o que você pensa, ignore o que você ouve e olhe com seu coração, ele sempre vê de forma clara. O amor pode não ser sempre bonito, mas é o que se precisa para saber enfrentar os obstáculos, afinal, este não é o início...

Ana Luiza Pereira



Inspirado em Look With Your Heart da ópera Love Never Dies.

Mundo surreal



Uma garota egoísta; é isto que ela era. Uma garota egoísta que faz as coisas erradas para manter seu orgulho, seu egocentrismo, enfim, tudo o que não se deve prezar.
Uma escolha errada remete a consequências terríveis! Ela escolheu, se machucou e se afundou. Ela chorava, finalmente conseguira perceber a idiota egocêntrica que era. Enojava-se ao fitar sua imagem deplorável no espelho; ela já fora uma pessoa metida e, hoje, suas lágrimas ardentes conversavam sobre as cicatrizes que ela fizera nas pessoas com suas palavras asquerosas.
Ela destruíra o mundo alheio ao escolher e, agora, destruíra o seu ao se arrepender. Ela se afundava... Seus pais a amavam e a educaram. Mas, de que adiantou? Ela não aprendeu com a vida. Será que ela um dia haverá de aprender? Nem que seja “na marra”, sei que a vida cruel irá ensiná-la. Torço para que sim. Torço para alguém a ensine a simplicidade da vida e é isto que a torna bela.
Pobre garotinha... Não aprendera! A vida tem como propósito ensinar-nos a ser simples e lutarmos para ser felizes, mas ela fizera o contrário... Pobre garotinha egoísta! Destruíra o mundo com seus atos e despedaça os dos outros com suas mentiras.


Ana Luiza Pereira

Viver-se X Morrer-se


Às vezes, é necessário morrer-se (ou desmoronar-se) em pequenos momentos, para conseguir viver-se eternamente.

Ana Luiza Pereira


Revivendo esperanças


Como? Por que fizeste isto comigo? Por que fostes tão mal e inescrupuloso? Por que alimentaste tal esperança em mim? Por que... Por que me deste este motivo para viver?
Ah... Eu não sei... Não sei o que falar! Não sei como me expressar! Só sei que estou terrivelmente agradecida. Posso estar absurdamente indignada com os fatos, mas meu agradecimento é muito maior.
Obrigada. Obrigada por me reviver, por me dar o estupor das lembranças, por me fazer sorrir, rir e me alegrar quando eu só queria era simplesmente definhar e morrer. Obrigada por me alimentar a esperança na bondade e plantar novamente as rosas do amor. Obrigada por me lembrar o que é amar! Obrigada, mais ainda, por me amar... Obrigada por me reviver com isto, me dar a esperança que tudo pode melhorar se amares.
E, sinceramente, eu te amo tanto... Só me dei conta de quão importante és a mim quando me acordaste para o maravilhoso dilema que é viver!
Vejo novamente as cores, não mais o preto e banco, o fosco e o ofusco da escuridão e das sombras. Admiro-as como nunca há de ter admirado. O amarelo brilhante do sol, o verde vivo das folhas, e, principalmente, o doce favo de mel que jorra dos seus olhos. Admiro as cores, principalmente as que rondam você, e nunca hei de amá-las tanto quando elas, por vagos instantes, te fazem sorrir. Ah! E o branco... O branco que traz paz... O branco dos seus dentes que me traz a vívida sensação da liberdade.
Mas, sinceramente? Sinto-me como um pássaro... E estou em uma gaiola. Estou presa, acorrentada friamente por em uma gaiola curvada, totalmente desproporcional e vermelha. Gaiola, esta, que chamo de amor. O amor que você me faz sentir, o amor que hoje prezo e sinto por você... Será que concederias de novo a liberdade de seus lábios?
Eu te amo meu frio e inescrupuloso homem! E jamais te perdoarei por me dares a esperança de viver, plantares esta semente que é amar!

Ana Luiza Pereira

New Perspective


Mar... O vai e vem das ondas do oceano me traz lembranças infinitas. O bater delas sob minha pele me recorda... E eu sorrio como se ao respirar, porque sei que as lembranças não vão ganhar. É como um filme por detrás dos olhos, às vezes, sem permissão para passar. É como um programa humorístico da TV, no qual, você escolhe o final ao ver e telefonar e, talvez, se continuar assistindo, eu perca a percepção dos detalhes que me preocupam.
Podemos avançar este programa até chegar logo a mim?
Pare aí! Deixe-me corrigir isso! Como um diretor, eu quero viver uma vida sob a nova perspectiva. Você sempre virá junto, porque eu te amo! E seu rosto é o que eu preciso para o meu programa. Eu vou admirar seu gosto caro e satisfazer seus caprichos. E quem se importa com a intervenção divina? Eu quero ser louvado por esta nova perspectiva que é dirigir! Mas, a partir de agora, seria uma boa ideia; pegue suas coisas e venha comigo! Vamos dar o fora daqui!
Estamos permitindo tudo, mas ainda respeitamos o tempo que nos foi dado. Nós nos movemos com uma alguma nova paixão sabendo que está tudo bem. Mas eu deveria esperar e ver as horas ruírem em linhas e encenações separadas, porém, vou recuperar a tranquilidade para tentar saber como acabei dentro deste programa sem final.
Podemos avançar para chegar logo em mim?
Espera aí! Deixe-me corrigir isso! Como um ator, eu quero viver sob uma nova perspectiva. Você vem junto porque eu amo você! Quem se importa com a intervenção divina? Eu quero ser louvado por esta nova perspectiva que é atuar! Mas, agora, venha comigo! Vamos dar o fora daqui!
Mas, ao ponto; eu preciso mostrar o quanto eu posso ir e vir. Outros planos ruíram e jogar toda a carga pesada e a culpa sobre você. Eu sei que não há mais nada a ser dito quando estou atravessado na sua cama, em vez disso, dá uma olhava em volta e veja-me ir.
Não é justo! Mas deixa-me apenas aperfeiçoar este programa que é a minha vida, não queria viver uma vida de forma abrangente... Porque, claramente, seria uma má idéia. Então, agora, vamos dar o fora daqui e terminar logo com este programa.

Ana Luiza Pereira

Inspirada em New Perspective de Panic! At the Disco.